
Nesta quinta-feira, 24, às 19 horas, na Concatedral Nossa Senhora da Glória, em Francisco Beltrão, será celebrada a missa de sufrágio pela morte do papa Francisco, 88. A cerimônia religiosa será presidida por dom Edgar Ertl, bispo da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão.
A missa do sufrágio é celebrada pela Igreja Católica para interceder a Deus pela alma dos mortos.
O padre Thiago Berra, pároco da Concatedral, em entrevista à Rádio Onda Sul, ontem, 23, fez um convite à comunidade para participar da missa.
“Gostaríamos de contar com o carinho e a presença dos nossos fiéis. Será um momento particular para expressar a nossa fé”, disse o presbítero.
Em nota divulgada no começo desta semana, dom Edgar recomendou aos párocos das paróquias da Diocese que “preferencialmente, até sábado, organizem uma grande celebração nas igrejas matrizes, convidando aos fiéis para que orem em memória do sucessor de Pedro”.
Velório público
Corpo do pontifíce está na Basílica de São Pedro
Por Luisa Laval/Estadão Conteúdo – O corpo do papa Francisco foi transferido à Basílica de São Pedro, no Vaticano ontem, 23. Desde as 11 horas (6 horas, no horário de Brasília), o velório foi aberto ao público e na Praça São Pedro, onde tantas vezes o pontífice reuniu multidões, filas de fiéis emocionados esperam a oportunidade para se despedir do líder da Igreja Católica, que morreu aos 88 anos, segunda-feira, 21.
Antes, às 9 horas (4 horas de Brasília), uma procissão de cardeais, bispos e sacerdotes, partiu de Santa Marta, onde ele vivia, e trasladou o corpo à basílica, em frente ao altar da confissão, obra do artista italiano Gian Lorenzo Bernini.
A quantidade de fiéis que chegavam ao velório era tanta que o Vaticano teve dificuldade para organizar o fluxo.
Parte dos católicos que foram homenagear o papa viram Francisco em sua última aparição pública, no domingo de Páscoa, 20, ou chegaram a Roma para acompanhar a canonização de Carlo Acutis, o santo da internet, que era prevista para o próximo fim de semana, mas teve de ser adiada.
O velório do papa Bento XVI, que morreu em 31 de dezembro de 2022, reuniu cerca de 200 mil pessoas. O Vaticano, porém, espera um público maior desta vez por causa do perfil carismático de Francisco e da época do ano (Bento XVI morreu no inverno, no meio das festas de réveillon).
Durante a procissão, o Coro da Capela Sistina cantou antífonas e salmos do Antigo Testamento. Quando o corpo entrou na Basílica, entoaram uma ladainha com nomes de diversos santos, incluindo apóstolos, mártires e os papas que estão canonizados, como São João Paulo II e São Paulo VI.
A cerimônia foi presidida pelo cardeal irlandês Kevin Farrell, camerlengo, que governa o Vaticano até a eleição do novo pontífice. Coube também a Farrell, na segunda-feira, anunciar à imprensa a morte de Francisco.
Diferentemente de seus antecessores, o corpo de Francisco não foi colocado em um esquife elevado para o velório, conforme pedido do líder da Igreja Católica, que desejou maior sobriedade nos ritos.
O caráter simples dado aos ritos fúnebres reafirma uma das marcas de Francisco em seu pontificado de 12 anos, quando abandonou luxos e excessos do cargo para aproximar a figura do papa aos fiéis.
Uma vez dentro da basílica, o caixão foi colocado em frente ao altar principal.
Jorge Mario Bergoglio será velado em um caixão aberto feito de madeira e zinco, vestido com uma casula vermelha e mitra branca, segurando um rosário. O caixão será fechado às 20 horas (15h em Brasília) de amanhã, 25.
Ao fim do velório público, no sábado, 26, será celebrada a Missa das Exéquias, que marca o início do período de nove dias de luto e orações em homenagem ao Pontífice.
Sepultamento
Ao término da cerimônia, serão realizados ritos e cerimônias solenes que concluem os atos de despedida. Em seguida, o caixão será transferido para a Basílica de Santa Maria Maggiore (Santa Maria Maior), onde acontecerá o sepultamento às 10 horas (5 horas em Brasília) do sábado.
Essa é uma imponente igreja do século V localizada no centro de Roma, onde sete pontífices já foram sepultados. Francisco declarou no fim de 2023 que queria ser enterrado neste local, e não na cripta da Basílica de São Pedro, como acontecem funerais dos líderes da Igreja Católica há mais de três séculos. O argentino Jorge Bergoglio, muito ligado ao culto da Virgem Maria, costumava rezar neste templo, que oficialmente faz parte do território do Vaticano, na véspera ou no retorno de cada uma de suas viagens ao exterior.






