Líderes da Fetraf-Sul discutem medidas contra a estiagem

Líderes da Fetraf-Sul discutem medidas contra a estiagem

Parte dos líderes sindicais, ontem, na Casa de Formação, em Francisco Beltrão.

Líderes sindicais da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul/CUT) estiveram reunidos ontem, na Casa de Formação Divino Mestre, em Francisco Beltrão. Os representantes vieram dos três estados do Sul para discutir medidas contra os problemas causados pela estiagem. A pauta em questão já foi entregue ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro.

Para o coordenador do Sul, Celso Ludwig, é o momento para se discutir uma situação presente no setor: o impacto econômico por causa da falta de chuvas. “A estiagem faz cair a renda do agricultor e subir o preço para o consumidor”, justificou. “O governo anunciou medidas, mas nós entendemos que elas são ineficientes, pois não dialogam com a renda do agricultor.”

Conforme destacou Ludwig, este ano a seca na agricultura foi mais severa. “Começou cedo e, por isso, é grave. Começou em novembro e atingiu, em cheio, o milho e agora a produtividade da soja, que já está comprometida. As perdas são de 80% no milho, 40% na soja e 30% no leite”, analisou, sobre as condições do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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A proposta da Fetraf-Sul/CUT é que o governo subsidie em 50% um programa de irrigação para a agricultura familiar. “Pra que cada propriedade tenha cisternas ou depósitos de água, é preciso 30 mil reais para cada agricultor. E nós queremos o subsídio porque estamos falando de garantia mínima de produção de alimentos.”

 “Se o produtor ganha, a cidade também ganha, porque vai poder comprar seus alimentos com um preço melhor. Tendo irrigação, nós, produtores, não vamos gastar. E no final do mês o custo com o rancho que o pessoal da cidade faz vai ser bem menor”, argumentou.

Os outros assuntos discutidos na reunião foram previdência social e meio ambiente. “Temos uma jornada de lutas que começa com as reuniões nas comunidades, as assembleias pra ouvir dos agricultores o que eles precisam. Hoje, nossa principal luta é pelas cisternas, pela recuperação das nascentes”, comentou Neveraldo Oliboni, coordenador da Fetraf-Sul/CUT do Paraná.

 

Estiagem

Apesar da chuva de semana passada, as regiões mais atingidas no Paraná foram Oeste e Sudoeste — 137 municípios decretaram estado de emergência. Mas o Rio Grande do Sul é o mais afetado, com 282 dos seus municípios enfrentando o problema. Em Santa Catarina, estima-se que 80 estejam com prejuízos causados pela seca.

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