
As pessoas decidiram sair cedo de casa no domingo de eleição e garantir o voto. A maioria foi acompanhada da família, e mesmo os filhos pequenos, de colo ainda, puderam participar do processo eleitoral e praticar a cidadania. Além das famílias, muitos idosos também optaram em votar pela manhã. Segundo os secretários de prédio do Colégio Estadual Beatriz Biavati, no bairro Vila Nova, até por volta das 10 horas, tudo corria tranquilamente no local. Não houve nenhum imprevisto ou tumulto.
As pessoas já estão acostumadas com o sistema e não encontram muitas dificuldades na votação. No Colégio Estadual Suplicy, no centro, o secretário de prédio professor Silmar Gallina, também disse que tudo transcorreu na maior normalidade durante a manhã no colégio. “Tudo tranquilo, não tivemos nenhum incidente, as pessoas que votam aqui demonstraram consciência de tranquilidade e de exercício da democracia.” No Suplicy votam em torno de 4.500 eleitores e apesar da grande quantidade de pessoas, não foram registradas grandes filas. Tudo fluiu bem pela manhã e no decorrer do dia. Conforme Silmar, as pessoas estão habituadas ao sistema de votação e isso auxilia muito para que não ocorra nenhum problema ou demora.
Duas urnas com problemas na Cango
Na Escola Estadual da Cango as eleições também começaram com clima tranquilo. Não havia muitas filas no início da manhã, mas, aos poucos, com o maior fluxo de eleitores, algumas começaram a se formar. No entanto, pela agilidade do sistema, as pessoas não tiveram que aguardar muito tempo para garantir seu voto.Apenas dois problemas foram constatados no colégio por volta das 9h30. Em uma das urnas uma pessoa não terminou a votação, ou seja, não finalizou o voto, e deixou a seção. Segundo a secretária de prédio Noemi Lot-se, para resolver o problema da urna que ficou travada foi preciso digitar códigos.
Em seguida, a mesma voltou a funcionar normalmente. “Isso demorou uns 10 minutos, e era uma das seções que estavam cheias, tinha fila. Mas logo foi resolvido.” No outro caso, um senhor com problemas de visão enfrentou dificuldades para votar porque o fone de ouvido necessário para votação não conectou de forma adequada na urna. “Tivemos que substituir e ligamos na Justiça Eleitoral; eles autorizaram a maneira que poderia ser feito o voto”, comentou a secretária.
Trabalho de domingo
“Não perco o domingo, eu venho com gosto trabalhar nas eleições.” Foi o que disse Rosane Dalarosa, 34 anos, secretária da seção 136 no Colégio Estadual da Cango. Rosane adora trabalhar nas eleições e já fez de tudo: foi mesária, presidente, secretária de prédio, fiscal. Para ela, há pelo menos 16 anos, os domingos eleitorais são de muito trabalho e alegria. “Venho porque eu gosto, eu adoro isso. Perco o domingo com gosto. Nas eleições que já participei foi sempre tudo muito tranquilo, tudo normal, as pessoas já sabem como votar e não há maiores problemas.”




