Ele disse que os produtores rurais terão de comprar os insumos para a safra a preços mais altos, pois o valor está atrelado à cotação do dólar.

O presidente reeleito da Associação dos Sindicatos Rurais do Sudoeste do Paraná (Assinepar), Oradi Caldato, de Pato Branco, criticou o governo federal pelos problemas na economia e a má condução da gestão pública. A assembleia da Assinepar aconteceu ontem, no auditório da Churrascaria Marabá, em Francisco Beltrão. Apenas a chapa liderada por Oradi se inscreveu para o pleito, que foi por aclamação. Os novos diretores vão cumprir mandato de três anos.
Oradi se disse preocupado com o aumento dos custos de produção da próxima safra, porque as empresas aumentaram os valores dos insumos, que são atrelados à cotação do dólar. Ele lembrou que o pagamento do seguro agrícola de 2014 está acontecendo em 2015. “O país está quebrado, esse pessoal que está aí, comandando o País, conseguiu quebrar o nosso país, então o governo não tem dinheiro nenhum e não temos mais motivos para acreditar em nada depois de um festival de mentiras que aconteceu durante toda a gestão passada da presidente Dilma (2010-2014), e acabaram de votar ontem (no Congresso) uma dívida de 300 milhões de reais que tinha com nós, na subvenção dos seguros do ano passado. Já estavam sendo emitidos boletos para cobrar dos agricultores uma conta que não é deles. Enquanto o dinheiro não chega, nós perdemos os melhores momentos de comprar os insumos, os insumos subiram, o juro subiu, o combustível subiu, e vejam bem aonde a energia elétrica foi parar”, criticou.
Preocupado com a situação do agronegócio, Oradi pediu cautela aos produtores rurais para a safra 2015-2016. “Todo cuidado é pouco nesse momento, nós não temos nenhuma dúvida, pelo resultado dos números: se o Brasil se sair como os outros países que já estiveram em crise saíram, não foi através da agricultura, dai que brota dinheiro novo e brota comida rápido, mas este setor (agronegócio) está sendo mal atendido; nós não temos ainda investimentos em estruturas, que não aconteceu nada, foi só conversa e só mentira, e agora o governo que tanto criticou está admitindo que é preciso privatizar (ferrovias, rodovias, portos e aeroportos), estão privatizando as obras necessárias para este país, engolindo a seco o que eles sempre falaram”.
O líder rural acrescentou, dizendo que “o que vem pela frente não é nada favorável, toda cautela é pouca, o agricultor deve trabalhar com os números para que ele não venha comprometer a sua propriedade. Eu sou da opinião que se é para fazer uma determinada área mal feita de agricultura, é melhor que se faça 50% e bem feita, para não ter problemas, e quem tem dinheiro, algumas reservas, na minha opinião, é o que nós fazemos na nossa propriedade, é financiar o seu próprio negocio por a juro na tua mão, que na tua mão está mais seguro”.
A assembleia da Assinepar contou com as presenças de presidentes de sindicatos rurais e do chefe do núcleo regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Neri Munaro, e de Ronei Volpi, presidente do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Paraná (Conseleite-PR). Neri e Ronei fizeram rápidos pronunciamentos na assembleia.




