CONHEÇA A TÉCNICA

Terapia tântrica para além do prazer

JdeB – Quem vai para uma sessão de massagem tântrica esperando apenas aflorar orgasmos pode se surpreender com os resultados do método. A terapeuta Kelly Cristina, especializada na técnica, esclarece que o tantra também lida com questões físicas e psicológicas. “A terapia tântrica vem para curar, ensinar, aproveitar o ‘estar presente’ na relação com uma experiência mais sensorial”, sintetiza.

Kelly se especializou na técnica há quatro anos e hoje atende em uma renomada clínica da cidade. Foto: Arquivo pessoal

Esse tipo de terapia pode ser feito por qualquer pessoa, mas Kelly atende exclusivamente mulheres – se cansou de homens que contratavam a sessão pensando em sair com uma garota de programa. Aliás, um dos desafios da função é justamente descontruir o estigma equivocado da terapia tântrica, uma concepção indiana baseada no prazer como conexão, oração. Técnica em enfermagem, a terapeuta se especializou na área há quatro anos e hoje atende em uma das mais renomadas clínicas de estética de Beltrão.

Quem procura pela massagem geralmente busca desconstruir traumas e ressignificar bloqueios ligados à sexualidade. Há casais que querem ter uma conexão maior na cama – e na vida – e mulheres almejando obter um orgasmo tântrico, mais profundo. Para isso, Kelly usa apenas as mãos e explora os pontos de prazer do corpo, com estímulos da cabeça aos pés. Quem recebe a massagem fica nu e, dependendo do estilo da técnica (‘sensitive’ ou ‘yoni’), envolve a manipulação genital. É um ato que canaliza a energia sexual, mas não rola sexo.

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Como resultado da terapia tântrica, os pacientes apresentam mais autoconfiança, canalização da libido, sincronia com o parceiro e bem-estar com a vida. Não tem nada a ver com uma super performance na cama; a ideia é que as pessoas se conheçam e se conectem. “O tantra é o sexo da velhice”, ironiza.

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