História: Prefeituras teriam que pagar 60% da estrada Beltrão-Capanema

Trevo da Água Branca, inauguração do asfalto Beltrão-Ampere, dia 18 de março de 1978 (Foto da Folha do Sudoeste, arquivo do Jornal de Beltrão).

Há 52 anos, dia 3 de junho de 1970, os prefeitos de Francisco Beltrão (Deni Schwartz), Ampere (Nelson Parizotto), Santa Izabel do Oeste (Francisco Luiz Sartori), Realeza (Nelson Zucci) e Planalto (Osvaldo Hoffman) viajaram a Curitiba para assinar um contrato com o DER e o Getsop, para construção da estrada Francisco Beltrão-Capanema. Segundo o jornal Tribuna do Sudoeste, a obra era estimada em 13 milhões de cruzeiros e os municípios deveriam pagar 60% desse valor. Os outros 40% caberiam ao Estado, que já havia liberado a verba.

A estrada acabou sendo construída em 1978, custeada somente pelo Estado, sem participação dos municípios.

Comparando com os valores de hoje

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Sobre valores, dá pra fazer uma comparação com os custos de hoje. Em junho de 1970, o dólar valia Cr$ 4,560. Os 13 milhões de cruzeiros correspondiam a 2.850.877 dólares. Hoje o dólar está em R$ 4,80, então seriam R$ 13.684.209, praticamente os mesmos 13 milhões de cruzeiros de 52 anos atrás.

R$ 13.684.209 seriam os 60% das prefeituras, com mais 40% do Estado (Cr$ 9.122.806), totalizariam Cr$ 22.807.015. Isso para construir 100 km de asfalto. Os números daquele tempo com os de hoje, como se viu, praticamente se equivalem, muda somente de Cr$ (cruzeiro) para R$ (real). Então seriam R$ 228.070 por quilômetro.

Quanto se faz de asfalto, hoje, com 228 mil reais?

O engenheiro civil Michel Santolin dá as seguintes informações:

“Difícil precisar um valor, pois muda muito de acordo com a região e a classe da rodovia.
Uma “pequena” variação de 2,8 a 10,0 milhões por quilômetro. Em situações específicas (pontes, viadutos, contenção, etc) este valor pode até dobrar.”

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