
Há 52 anos, dia 3 de junho de 1970, os prefeitos de Francisco Beltrão (Deni Schwartz), Ampere (Nelson Parizotto), Santa Izabel do Oeste (Francisco Luiz Sartori), Realeza (Nelson Zucci) e Planalto (Osvaldo Hoffman) viajaram a Curitiba para assinar um contrato com o DER e o Getsop, para construção da estrada Francisco Beltrão-Capanema. Segundo o jornal Tribuna do Sudoeste, a obra era estimada em 13 milhões de cruzeiros e os municípios deveriam pagar 60% desse valor. Os outros 40% caberiam ao Estado, que já havia liberado a verba.
A estrada acabou sendo construída em 1978, custeada somente pelo Estado, sem participação dos municípios.
Comparando com os valores de hoje
Sobre valores, dá pra fazer uma comparação com os custos de hoje. Em junho de 1970, o dólar valia Cr$ 4,560. Os 13 milhões de cruzeiros correspondiam a 2.850.877 dólares. Hoje o dólar está em R$ 4,80, então seriam R$ 13.684.209, praticamente os mesmos 13 milhões de cruzeiros de 52 anos atrás.
R$ 13.684.209 seriam os 60% das prefeituras, com mais 40% do Estado (Cr$ 9.122.806), totalizariam Cr$ 22.807.015. Isso para construir 100 km de asfalto. Os números daquele tempo com os de hoje, como se viu, praticamente se equivalem, muda somente de Cr$ (cruzeiro) para R$ (real). Então seriam R$ 228.070 por quilômetro.
Quanto se faz de asfalto, hoje, com 228 mil reais?
O engenheiro civil Michel Santolin dá as seguintes informações:
“Difícil precisar um valor, pois muda muito de acordo com a região e a classe da rodovia.
Uma “pequena” variação de 2,8 a 10,0 milhões por quilômetro. Em situações específicas (pontes, viadutos, contenção, etc) este valor pode até dobrar.”





