Em viagem de férias em Lisboa, encontrei o livro “Cabeça fria, coração quente”, do técnico Abel Ferreira e da sua equipe (ou equipa, como se diz em Portugal), no supermercado Pingo Doce, mas desisti de comprar por causa do valor: 40 euros. Pra quem recebe seu salário na Europa, não é tanto, mas pra quem paga em real, fica muito caro.
No dia seguinte, fui à Feira de Monte Abraão, e encontrei o livro por cinco euros. É que a capa estava um pouco amassada, então os feirantes conseguem produtos com algum defeito mais barato e acabam vendendo para turistas. Nunca li um livro de 563 páginas de forma tão rápida. Trata-se de um relatório de Abel Ferreira e seus auxiliares Carlos Martinho, João Martins, Tiago Costa e Vítor Castanheira sobre as temporadas 2020 e 2021 no Palmeiras, como foi feita a construção do bi da Libertadores, título da Copa do Brasil, Campeonato Paulista e Recopa Sul-Americana. Todo o trabalho de motivação, de adaptação ao futebol brasileiro, de estudos dos adversários e estatísticas da competição.
Realmente Abel Ferreira é um apaixonado pelo futebol. Mas, como ele mesmo diz, isso tem um preço: “sou melhor treinador do que era há dois anos, mas sou pior esposo, pior pai, pior tio”. Enfim, quando há tanta dedicação assim, alguém sempre paga o preço, no caso dele é a família, que acaba ficando distante.
Como o livro é muito extenso, o que vou compartilhar com vocês são as diferenças de nomenclaturas do futebol do Brasil e de Portugal, um levantamento feito por Abel Ferreira que é muito interessante.









