
Essa é uma das muitas propostas do “Neuralink”, um projeto do homem mais rico do mundo. Elon Musk é conhecido por apostar em propostas inovadoras, que pretendem impactar a humanidade. O implante de chips para a criação de super-humanos é uma delas.
Ainda em fase de testes, a tecnologia desenvolvida pela empresa do bilionário americano já possibilita que bichos joguem videogame. É o caso do macaco “Pager”, que recebeu um implante do “N1 Link” – dispositivo de gravação e transmissão de dados sem fio com mais de mil eletrodos na área do cérebro que está envolvida no planejamento e execução de movimentos.
Recentemente, a companhia contratou um diretor de testes clínicos para ajudar na transição da avaliação tecnológica de animais para humanos. Num primeiro momento, a ideia é devolver a pessoas com paralisia a habilidade de se comunicar e navegar pela Web, potencializar o aprendizado, entre outros exemplos. Porém, Musk já anunciou que tem o objetivo de “impedir a humanidade de cair no esquecimento”, por meio de “download e upload da consciência em máquinas”.
Em outras palavras, ele quer transformar humanos em ciborgues. Embora atualmente já nos aproximamos desse conceito, uma vez que celulares, tablets e computadores já podem ser considerados extensões do nosso corpo, a proposta da Neuralink é ir além, internalizando esses dispositivos. O que até alguns anos parecia ser ficção científica está cada dia mais próximo de se concretizar, a exemplo da realidade aumentada ou a realidade virtual (o tão falado metaverso).
Por outro lado, essa evolução necessariamente trará consequências jurídicas. Afinal, quando nossos cérebros estiverem conectados a devices ou computadores, o direito à privacidade mental será urgente. Não se trata apenas da liberdade para externar o pensamento (conforme já abordei aqui neste espaço), mas, sim, de manter para si, de forma privada, o que passa em sua mente. Se a façanha de promover a simbiose entre o cérebro e a máquina já foi possível com Pager, imagine as possibilidades com os humanos.





