E justamente esse é o ponto alto de toda e qualquer campanha na opinião de muita gente – inclusive na minha, é claro. Estou falando do bom e velho jingle, a peça mais tradicional que se pode imaginar.
Nos últimos dias andei conversando bastante com um cara que me espelho muito. Um amigo talentoso e um grande ser humano. Estou falando do Zeca Honorato, publicitário premiado, principalmente na sua terra natal: o Rio Grande do Sul, tchê! Nenhuma novidade até aí… principalmente para mim, que sempre disse que o Rio Grande é uma fábrica de gente criativa e talentosa. O Zeca tem uma experiência gigante em comunicação política-eleitoral, atividade em que hoje se dedica integralmente, focando muito em formação e treinamento. Na última eleição, por exemplo, a campanha do reconhecido senador Luis Carlos Heinze foi comandada por ele e se tornou um case sensacional daquilo que particularmente chamo de “comunicação de imagem” – que é o desafio de transmitir um perfil, uma personalidade e uma ideia através de peças publicitárias, discursos e até mesmo por meio de elementos não verbais: postura, tom de voz, olhar e muitos outros detalhes que você nem imagina que fazem a diferença. Mudar um candidato? Jamais! Apenas adequar sua própria essência ao contexto exigido… claro, em certos casos com alguns pequenos ajustes. É isso que o público precisa ver! Mas hoje, em especial, quero falar de um elemento. Apenas um no meio desse emaranhado complexo de técnicas e estratégias do marketing político. E justamente esse é o ponto alto de toda e qualquer campanha na opinião de muita gente – inclusive na minha, é claro. Estou falando do bom e velho jingle, a peça mais tradicional que se pode imaginar. E eu, particularmente, sou fascinado por bons jingles. Mas bons mesmo, não me venham com aquelas paródias malfeitas e copiadas, o que além de feio é até ilegal em alguns casos. Jingle eleitoral é algo que às vezes me pego ouvindo várias vezes. É quase um exercício de repetição, de aprendizado – talvez até por também ser um redator publicitário. E tudo isso simplesmente porque a lição primordial na composição de um jingle é que tanto a letra quanto a melodia precisam ser uma mensagem cantada. Mensagem? Que mensagem? Pois é… toda campanha eleitoral precisa ser baseada em alguns conceitos essenciais: contexto, causa, pesquisa e muitos outros… inclusive men-sa-gem! Definida a mensagem central da campanha, a sempre útil arte da repetição deve entrar em cena, afirmando e reafirmando o que se tem a dizer aos eleitores. E o jingle, claro, deve cantar essa mesma mensagem, deixando-a ainda mais mágica e tocando os corações com os artifícios musicais. Para fechar, a dica é ouvir alguns bons exemplos do que estou falando… no YouTube é possível encontrar o jingle da campanha do Heinze ao senado em 2018 – magistralmente escrito pelo meu amigo Zeca, também um baita redator – além da peça musical da campanha do atual governador riograndense, Eduardo Leite – esse composto por outro grande talento, Fábio Bernardi. Vale a pena até deixar o Spotify um pouco de lado para apreciar.






