Carta ao senhor presidente do Brasil

Todos esses fatos, visões e conselhos se unem em torno de uma única mensagem: Presidente, acredite no que a comunicação capacitada pode fazer.

Excelentíssimo presidente, com todo respeito, dirijo a palavra ao senhor. Faço isso como cidadão brasileiro e, nesta oportunidade, como um profissional que acredita na força do próprio ofício, para lhe fazer um pedido especial e essencial a todo governo: valorize a comunicação. “Valorizar” é uma palavra de significado muito amplo, eu sei. Mas me refiro especificamente a se comunicar de forma profissional e planejada. Destinar essas funções a uma equipe dedicada a estudar as melhores técnicas não é gasto e nem algo supérfluo. Na minha visão, inclusive, é até indispensável para o bom funcionamento da própria gestão. Afinal, tudo que é executado pelo governo pode não chegar aos ouvidos do povo se o processo comunicacional não for adequado. Ou, até pior: pode chegar com distorções, fazendo com que algo concreto entre em uma guerra de versões. A partir disso, rótulos são criados e fixados. E depois, para retirá-los, o trabalho é redobrado e os resultados muito mais incertos. É por isso que, mais do que tudo, a comunicação acaba sendo uma verdadeira definidora de reputações. Uma força que, querendo ou não, é capaz de arranhar até mesmo as imagens mais firmes. E ninguém está livre, e nem acima, ainda mais na era das redes sociais. Presidente, sou conhecedor da sua opinião acerca de muitos profissionais da comunicação do nosso país. Muito disso ocorre – segundo o que se diz – por questões ideológicas. Mesmo não concordando com muitos pontos, me sinto na obrigação de afirmar: trabalho profissional não tem ideologia. Ele é isento, técnico e pensa exclusivamente nas estratégias e ações mais adequadas para os objetivos pretendidos. Entendo vossa confiança em seus filhos para tomar essas decisões. Quem não confiaria em um filho? Mas compreenda que a questão não é essa. Ações de comunicação do porte da presidência necessitam de planejamento e táticas especiais, pensadas acima de tudo para prever os próximos movimentos e suas repercussões. Portanto, confiança por confiança não basta. Como se pode perceber, o processo é cada vez mais complexo. E mais delicado também. Todos esses fatos, visões e conselhos se unem em torno de uma única mensagem: Presidente, acredite no que a comunicação capacitada pode fazer. Refiro-me às plataformas governamentais e, acima de tudo, às suas redes pessoais, que hoje também são profissionais… afinal, quem é presidente ocupa o cargo 24 horas por dia. E, assim sendo, o senhor é o representante atual da nossa nação na visão do mundo. Por isso, deve transmitir a pluralidade da nossa gente da forma mais inteligente possível. Além, é claro, de evitar as polêmicas desnecessárias que entregam de bandeja aos seus adversários políticos tudo que eles querem: possíveis argumentos para utilizar, distorcer, aumentar e difundir. A comunicação também ajuda a amenizar e a evitar aquilo que pode mais subtrair do que somar. Lembre-se disso. O líder máximo é Vossa Excelência. Eu sou apenas mais um profissional que deposita muita fé naquilo em que dedico meus dias. Ajudando o governo a ir bem, evitamos conflitos e sofrimentos para nossa população, proporcionando mais luz para nosso próprio dia a dia e mais perspectiva para o futuro. Valorizar e não banalizar, esse é o pedido de um brasileiro.

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