Facebook em queda livre

Independentemente de qual lado é mais forte e grita mais alto, os fatos são fatos e isso não tem dois lados. Isso não muda.

Uma parte de mim sempre disse (e ainda diz) que as pessoas deveriam passar por uma espécie de prova ou teste de seleção para utilizarem as redes sociais. Confesso que, no início, até falava isso mais em tom de brincadeira. Mas agora – cada vez mais – é sério. E muito sério. O perigo e as reações de algumas publicações têm causado situações totalmente absurdas, de um jeito que nunca vimos antes. Nem mesmo em casos em que realmente se precisa realizar algum exame para participar. Outra parte de mim – essa no auge do profissionalismo radical – quer, obviamente, que o maior número de pessoas possíveis, de todos os tipos, gêneros, idades e preferências utilizem as plataformas o tempo todo, trazendo uma infinidade de possibilidades para todos os segmentos extraírem o que existe de melhor entre as estratégias de marketing digital e de interação com seus usuários. Bom, mas independentemente de qual lado é mais forte e grita mais alto, os fatos são fatos e isso não tem dois lados. Isso não muda. E os fatos dizem que o tão aclamado Facebook — a rede social que mudou o mundo e hoje é mais mídia do que rede — está em constante decadência no número de usuários. Longe de ser um desastre ou de acabar como o Orkut, obviamente. Aliás, muito já me perguntaram se a plataforma de Zuckerberg poderia, algum dia, ter o mesmo fim da rede antecessora. Não acredito. Diria até que a possibilidade é próxima de zero pelo simples fato de que o Facebook se atualiza e se reinventa constantemente, além de se interligar com outras plataformas e aplicativos comprados por seus proprietários. Essa atitude, aliada a muitas outras, provavelmente tornará o Facebook ativo por muito tempo. Mas nem sempre no topo da tabela. Aliás, nem está mais. Dados extraídos de um estudo realizado pelo “Gympass” (um aplicativo de academias) nos mostraram, entre outras informações, um ranking das redes sociais mais utilizadas. A pesquisa, aplicada apenas entre a base de usuários da plataforma, demonstra ser uma amostra bastante plausível do que vem ocorrendo de forma geral. Em primeiro lugar está o WhatsApp, o aplicativo de mensagens instantâneas que, pela força do uso e formato de conteúdo, hoje já pode ser considerado também uma rede social (há quem discorde, inclusive eu). Aliás, não apenas uma rede social. Mas, sim, a mais utilizada entre elas. Em segundo lugar, o estiloso, charmoso e descolado Instagram – que hoje também é propriedade dos donos do Facebook, fazendo parte daquela constante reinvenção que falei anteriormente. Só depois desses dois, em terceiro lugar, é que encontramos o bom e velho “F” azul. Quem te viu e quem te vê, heim? O motivo? Os culpados? Já vi gente dizer que o Facebook banalizou. Que se tornou um ninho de besteiras, correntes, intrigas e, é claro, de fake news. Não que outras plataformas não tenham nada disso, mas convenhamos que em um volume infinitamente menor. Portanto, que me desculpem as técnicas, estatísticas, gráficos e as justificativas mais científicas e racionais. Mas acho que preciso concordar com eles.

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