É nesse momento que todo o planejamento e todas as definições da campanha ganham uma “cara” e são transformados em peças publicitárias, notícias, discursos e muito mais.
A eleição jamais começa no ano da eleição. Aliás, 2020 já começou há muito tempo! Se você, que deseja ser candidato, ainda não percebeu, é bom começar a se preocupar… já ficou para trás na largada. Largada essa que – diga-se de passagem – acontece cada vez mais cedo nesse novo formato de campanhas eleitorais que estamos vivenciando nos últimos tempos. Nova mentalidade dos eleitores, redes sociais e muita… muita informação. É exatamente nesse momento, em que o clima começa a esquentar, que surgem os possíveis pré-candidatos aos cargos de prefeito e vereador. Porém, é também nesse ponto do trajeto que as famosas armadilhas começam a aparecer. Uma das mais tradicionais é aquele velho pensamento de que popularidade por si só ganha eleição. Pode ser decisivo? Pode! Pode, em alguns casos, realmente ser uma campanha vencedora? Claro! Mas nunca esqueça: isso são exceções que só acontecem quando absolutamente tudo conspira a favor. Nunca conte com a sorte. Agora… quer saber realmente o que pode se tornar uma boa fórmula? Vamos lá… alguns pontos são essenciais para começar a construir uma candidatura com chances reais de disputar e vencer o pleito. Primeiro, saiba que contar com uma rede de influência é muito importante. Seja no seu bairro, sindicato, instituição ou outro grupo do tipo; seja influente, lidere e tenha pessoas que acreditem e espalhem a sua mensagem. Uma campanha vitoriosa se faz com pessoas – principalmente nos dias de hoje. Além disso, tenha uma causa, defenda, seja claro, sempre com um discurso coerente. Fazer o que se fala é mais do que indispensável, na vida e na política também. Lembre-se que os eleitores estão cada vez mais exigentes e de olho em tudo que acontece, sempre buscando se identificar com algum tema. Tendo a sua rede e a sua causa, é o momento de começar a colocar tudo em prática. Para isso, invista em uma estrutura condizente com o tamanho da campanha, mas não abra mão de bons profissionais e, principalmente, de uma militância engajada e motivada. Por incrível que pareça, com os novos formatos e novas leis eleitorais, dinheiro está se tornando cada vez menos importante. É tudo na raça, de uma forma que nunca foi! Para tudo funcionar bem, é preciso sempre analisar o contexto em que se está vivendo. O que está em alta? O que o povo anda falando? O que dizem as pesquisas (quantitativas e, principalmente, qualitativas)? E as redes sociais? Dentro do discurso principal é sempre necessário falar o que as pessoas querem ouvir – nunca esquecendo da sua bandeira e, claro, da coerência. Por fim, a cereja do bolo: a comunicação. Nesse ponto, claro, profissionais que fazem o que eu faço entram de cabeça. É nesse momento que todo o planejamento e todas as definições da campanha ganham uma “cara” e são transformados em peças publicitárias, notícias, discursos e muito mais. Porém, como se pode ver, abaixo da cereja existe um bolo gigante – e tudo está muito interligado. Para o momento, eu só digo: fuja das pegadinhas e de tudo que é óbvio. Arregace as mangas e levante a sua bandeira. Já é eleição!




