O dono do pedaço

Tudo que ia surgindo e se tornando uma ameaça era copiado em algumas funções e depois comprado inteiramente. Controle do mercado de anunciantes e, claro, acesso total a todos os dados.

Mais uma vez, o Facebook está nas páginas policiais. Ou, melhor dizendo, nos tribunais. Para ser direto e objetivo, a acusação desta vez é muito simples: não ter concorrência.

Mas, se for analisar bem a fundo, talvez nem seja tão simples assim. Nem todo mundo sabe, mas hoje as três principais redes sociais/aplicativos mais utilizados do mundo são do mesmo dono.

Facebook, Instagram e WhatsApp pertencem ao poderoso grupo de Mark Zuckerberg. Tudo que ia surgindo e se tornando uma ameaça era copiado em algumas funções e depois comprado inteiramente.

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Controle do mercado de anunciantes e, claro, acesso total a todos os dados possíveis dos usuários. E olha que, hoje em dia, é quase impossível quem não utilize pelo menos uma dessas plataformas.

E foi exatamente por isso que o Governo Federal dos Estados Unidos e 48 estados do País entraram com ações judiciais contra o Facebook. Para ser mais exato, a acusação da procuradora-geral de Nova York diz que “o Facebook, por quase uma década, usou sua dominação e seu monopólio para esmagar rivais menores e exterminar os competidores às custas dos usuários”.

Todo esse processo é a conclusão de uma ação de um ano e meio entre a procuradora-geral de Nova York e os procuradores de todos os demais estados americanos envolvidos. E, além disso tudo, a Comissão Federal de Comércio ainda está exigindo que o Facebook se desfaça das duas plataformas que adquiriu nos últimos anos, ambas compradas através de cifras bilionárias.

É aí que podemos nos situar e nos dar conta da realidade… de um lado, uma ascensão surreal, que começou num dormitório de universidade e se tornou uma das maiores empresas do mundo e da história — tudo isso em míseros 16 anos.

De outro, longos 16 anos de acúmulo de dados e lucros em cima de seus mais de 5 bilhões de usuários. E esse é apenas mais um de muitos “cases” da área tecnológica em que as gigantes dominam todo o cenário. Não é questão de certo ou errado, é apenas a realidade e seus fatos.

O Facebook, por sua vez, afirmou que teve a compra das plataformas aprovadas na época em que foram concretizadas e reclama da postura do governo que, segundo eles, prejudica a comunidade empresarial. Pois é, meu amigos… acúmulo de empresas, de mercado, de dinheiro, de dados e, principalmente, de poder.

O bônus e o ônus do sucesso e da dominação total, que desperta a atenção do mundo e gera acúmulo de processos, confusões e julgamentos — seja dos tribunais ou da sociedade.

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