O que vi na Argentina

O que vi na Argentina, por Otávio Sedor.

Depois de alguns dias no país dos nossos hermanos, senti que seria interessante dividir algumas descobertas do lado de lá da fronteira. Sempre tive olhos para a publicidade argentina… mesmo de longe, acompanhava e me inspirava. Desta vez pude fazer de perto, in loco.

A passagem por duas cidades – Buenos Aires (contando com a sua “região metropolitana”) e Bariloche me trouxeram duas visões completamente diferentes, quase contrastantes, de duas linhas criativas: a inteligente e energizante mente criativa da capital e o pensamento mais tradicional do interior – porém muito turístico – na patagônia. Essa diferença não é uma crítica, de forma alguma. Mas o toque especial fica por conta da cultura e da visão de mundo que cada lugar tem de forma particular. Esse é o grande ponto.

Na charmosa capital, a mídia exterior se torna a primeira impressão para todos que pisam no local. Formatos diferentes, chamadas criativas e uma verdadeira Times Square latina na região do Obelisco, na Avenida 9 de Julio – uma via muito grande, com várias pistas. Telões de LED por todos os lados, anúncios de multinacionais, empenas de muitos e muitos metros. No resto da cidade, destaque para os anúncios nos mobiliários urbanos, principalmente nas calçadas e pontos de ônibus – formato já muito utilizado no Brasil, principalmente onde os outdoor’s tradicionais são proibidos pela legislação municipal. Um ponto interessante é que algumas empresas que prestam esse serviço de mídia exterior também atuam como agência, realizando um trabalho de planejamento, criação e branding para os anunciantes. Serviço super completo!

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Já na região de Bariloche o clima é bem diferente – não apenas pela neve, mas pela forma de se comunicar. Isso obviamente poderia acontecer pelo fato de ser uma cidade menor. Mas acredito que, quando se trata de comunicação, o que determina o “tamanho” de um lugar é a cabeça e a cultura do seu povo, principalmente pela sua predisposição para inovar e se adaptar às mudanças do mundo. Lá, conversando com algumas pessoas, descobri que o Instagram é novidade, que a Uber não pode nem passar perto e que os aplicativos de comida são totalmente desconhecidos. Sim, uma cidade turística, visitada por todo o mundo, mas que vive a mercê da visão dos moradores mais “conservadores”. Apenas isso já basta para entender como é a publicidade em uma Bariloche de aproximadamente 130 mil habitantes. Que desperdício!

Na TV, percebi muitas peças musicais, com mensagens que prezam pela arte da repetição e do bordão. Mas também tiradas inteligentes, impactantes, algumas até sádicas. Acho, inclusive, que o meio televisivo talvez seja o lugar onde os argentinos melhor conseguem ilustrar suas ideias. Uma verdadeira aula de persuasão e inovação.

Também tive uma sorte enorme de estar em solo hermano em pleno ano eleitoral, muito próximo da decisão das primárias. Sobre isso, tenho muitas histórias e novidades. Na próxima semana eu conto tudo por aqui. Te espero!

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