É um vício bom que adquiri pela profissão e pela paixão que ela me traz, tudo isso aliado com a necessidade infinita de me inspirar e ver o que dá certo e o que dá errado.
Uma notícia que me assustou nos últimos dias. O falecimento do empresário e político Phelipe Mansur choca pelo momento, pela situação… mas principalmente pelo que foi deixado para trás. Uma lamentação gigante pelo que não foi possível fazer, um legado ainda maior que – ao meu ver – foi exemplar em termos de discurso, postura e comunicação. Nunca o conheci pessoalmente, nunca conversei, mas sempre acompanhei — da mesma forma que acompanho muitos e muitos perfis políticos, o tempo todo. É um vício bom que adquiri pela profissão e pela paixão que ela me traz, tudo isso aliado com a necessidade infinita de me inspirar e ver o que dá certo e o que dá errado. O Phelipe, mesmo que alguns considerem que nunca teve nenhuma vitória eleitoral, sempre deu certo. E aí está uma grande prova de que nem sempre é necessária uma vitória eleitoral para ser vitorioso na transmissão de uma mensagem. Ouvi falar dele a primeira vez na campanha eleitoral de 2016, quando foi candidato a prefeito de Foz do Iguaçu. Tudo isso através de outro bom hábito (e necessidade) que adquiri — o de ver o horário eleitoral de todas as cidades possíveis. Na época, ele ainda estava na Rede, um partido novo e pequeno em termos de relevância (apesar de interessante). Porém, uma coligação minimamente fortalecida, uma estrutura organizada com base em estratégias muito claras e — mais do que tudo isso — boas ideias na cabeça, fizeram a campanha ter muito mais destaque do que todos imaginavam. Era o início de um novo momento, em que perfis renovados e novas ideias começavam a realmente conquistar uma parte considerável do eleitorado — nem tanto em número de votos (ainda), mas em um olhar com mais atenção. Ele obteve um resultado no mínimo interessante em meio a uma disputa com grandes caciques da política local. Depois, foi para o PSDB, um partido muito maior, mais forte e tradicional. Concorreu para deputado estadual, realizando outra campanha impecável a meu ver, sobretudo com relação a conteúdo e formato. Percebi isso revisitando alguns arquivos no YouTube e nas redes sociais, onde uma coisa fica muito, mas muito clara mesmo: a cartilha de uma comunicação política inteligente e eficiente era seguida à risca, com exatamente tudo que se precisa produzir para fazer o melhor possível. Isso sim é algo positivamente surpreendente. Ideias objetivas, claríssimas, novas, possíveis e despretensiosas. Tudo com um ar de sinceridade, de verdade, de pureza, de quem realmente era novo em meio aquele mundo. Mas era um novo seguro, confiante, com brilho nos olhos. Dava gosto de ver. Gosto muito de uma frase que diz que “a vida é a melhor matéria-prima da criatividade”. Eu, particularmente, aprendo muito com a vida mesmo. E em qualquer trabalho que realizo tento olhar em volta, observar tudo na essência e me basear em bons exemplos. A comunicação do Phelipe Mansur com certeza será algo que ainda irá me inspirar muito. Um sopro muito rápido do que deve se fazer para lançar uma mensagem. Fará falta. Todo respeito e carinho para a família, a qual sem dúvida nenhuma sentirá um vazio infinitamente maior.





