O seu público quer o que você sempre se propôs a fazer e quer que você faça isso sendo você mesmo. Aliás, foi por isso que o escolheu.
A cada novidade da comunicação um grande choque acontece. Um conflito de gerações, onde os números e resultados mais frios revelam quem está se saindo melhor: os conteúdos tradicionais ou os midiáticos? Porém, para resolver esse dilema com exatidão, um bom trabalho de gestão de imagem deve ser realizado com base em resultados concretos, que só existem quando ocorre o efeito “transmídia” — ou seja: quando o que fazemos nas redes se transforma em realizações na vida real. Não deixe os likes te enganarem. Para dar esse importante passo, é preciso saber o que o público espera encontrar. Algumas experiências recentes nos mostraram que os perfis mais midiáticos e polêmicos de personalidades de vários segmentos atraíram um número cada vez maior de seguidores — virtuais e reais. As eleições de 2018 são uma grande demonstração desse movimento. Mas isso, é claro, não vale apenas para a política. Se tudo depende do que o público quer encontrar, primeiramente é necessário saber qual é o seu público. Isso vale tanto para o objetivo que se pretende atingir (quem você objetiva que seja o seu público) quanto para aqueles que naturalmente se identificam com a sua mensagem (quem se alinha de forma espontânea). E é justamente aquele choque de gerações citado anteriormente que causa uma grande confusão na cabeça de muitos profissionais tradicionais, que se deixam influenciar pelos números do sucesso de alguns “novatos” e simplesmente copiam suas fórmulas, como se quisessem vestir uma camisa P em alguém que usa GG. Ou seja, além de desconfortável, a situação não será muito bem vista pelos demais. Com isso, sou obrigado a repetir… é isso que o seu público quer de você? Cuidado! A medida do sucesso é muito delicada, principalmente nas redes sociais. Não existe passe de mágica e nem tudo que funcionou em alguns casos será certeza de êxito se for espelhado em outros que não têm a mesma essência. É preciso ter muita cautela para não passar dos limites e virar motivo de piada. Uma das situações mais comuns hoje em dia são aquelas que transformam os ambientes digitais em verdadeiras encenações paralelas que pouco refletem a realidade. Obviamente não devemos nos esquecer de que as pessoas também buscam entretenimento quando acessam suas redes, mas isso se aplica de maneira muito mais rasa quando se trata de páginas profissionais. Cada um tem a sua função, e, para não decepcionar o público fugindo da sua, o equilíbrio é sempre a grande sacada. Então, quando surgir a necessidade ou a oportunidade de reposicionar a sua imagem, ou de sua instituição, lembre-se sempre que mudanças muito bruscas sempre serão percebidas pela maioria do público, e nesse caso existe a grande probabilidade de expor uma falta de naturalidade que não será perdoada, e muito menos aplaudida. A lição é mais simples do que parece: o seu público quer o que você sempre se propôs a fazer e quer que você faça isso sendo você mesmo. Aliás, foi por isso que o escolheu. Somente isso e nada mais. Não tente reinventar a roda.





