A destruição de um País vista pelo câmbio

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A taxa de câmbio é a evidência do poder de compra de uma determinada moeda em relação às outras. Sumariamente, ela representa, de forma atualizada, o nível geral de preços entre dois países, caso a razão entre esses dois números seja um, ou próxima de um, significa que os preços entre essas nações são semelhantes. Consequentemente, se a taxa de câmbio está se desvalorizando por um período muito longo, significa que o País sofre com a inflação e o poder de compra de sua população está menor; caso ocorra o contrário, a moeda esteja se valorizando, o País está em um caminho saudável. Esse é um medidor infalível para mensurar a realidade econômica de uma nação. Assim, podemos ter a clara percepção de que o real foi uma das piores moedas nos últimos anos. Além de se desvalorizar frente a moedas como dólar americano e o euro, ele perdeu força frente ao guarani paraguaio, peso mexicano, peso chileno, peso uruguaio, novo sol peruano e, pasmem, para a moeda tailandesa. Conseguimos êxito sobre o peso argentino, mas isso não serve como conforto, uma vez que nosso vizinho também não conduziu sua economia de maneira adequada. Em janeiro de 2011, o dólar valia R$ 1,67. Uma pessoa que ganhava R$ 4 mil tinha um rendimento de US$ 2.395 em dólares; hoje essa mesma pessoa ganha apenas US$ 1.201. Ainda assim, existem aqueles que defendem que o real desvalorizado favorece as indústrias por causa das exportações. Contudo, os dados mostram que nossa indústria está de mal a pior, desmantelada e aniquilada, corroída por uma carga tributária alta e legislações arcaicas. Tais defesas não são verdades inteiras, tendo em vista que o custo da indústria também aumenta com a moeda desvalorizada. No fim das contas, dá elas por elas. Nos primeiros anos do real, tínhamos uma moeda forte, consistente. Hoje percebe-se que conseguiram acabar com o real, e você já sabe quem foi. Justificar uma moeda fraca por causa das exportações é o mesmo que dizer que países com moeda forte deveriam estar sucumbindo, e, logicamente, não é isso que se vê. Americanos, japoneses, alemães, por exemplo, têm moeda forte e indústria forte. Não adianta se enganar.

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