É urgente pensar uma forma de ajuste tributário, muitas leis que envolvem essa pauta são de meados do século passado e de lá para cá as coisas mudaram muito.
As previsões do Produto Interno Bruto – PIB – estão sendo reajustadas frequentemente em nosso País. Isso reflete a incerteza no âmbito econômico, devido aos aspectos referentes às reformas necessárias para a recuperação da economia. Um dos grandes problemas enfrentados pelo governo diz respeito à arrecadação. Sabe-se que o Brasil possui uma das cargas tributárias mais altas do mundo, contudo, ainda assim, mal consegue pagar suas dívidas, exigindo mais e mais dos contribuintes. A situação se agrava ainda mais com a estagnação da indústria nos últimos anos, pois além da baixa produção, muitas fecharam as portas, deixando de pagar impostos e diminuindo as receitas. É imprescindível uma reforma tributária que simplifique a vida de quem produz neste País. Mas certamente isso fica mais longe de acontecer, ao passo que os políticos estão preocupados com outras questões, mais relevantes a si próprios, como salvar a própria pele dos escândalos de corrupção dos quais possam estar envolvidos. Com a arrecadação em queda, uma reforma reduziria ainda mais as receitas do governo, e o que já está mal ficaria pior, pois se com o arrecadado atualmente não se está suprindo as “necessidades”, imagine se houver diminuição. O dilema é que quando deixam de fazer a reforma tributária, mais e mais empresas fecham as portas e param de pagar impostos, ou seja, não há escapatória, de um jeito ou de outro haverá perda. Sendo assim, o desenvolvimento regional deve ser priorizado. Não deixar as empresas irem à falência é essencial para manutenção de empregos e renda. É preciso parar de pensar em si próprio ou no partido. Por outro lado, os governantes eleitos devem estar o mínimo possível envolvidos em falcatruas e o máximo comprometidos com a nação. É perceptível que a estagnação da indústria foi a principal responsável pela queda da receita do governo. Esse é típico caso do escorpião que pica a si mesmo. Outro fator agravante é a informalidade, pois muitos empregadores deixam de contratar de forma correta, ou terceirizam serviços, para fugir dos altos tributos da folha de pagamento. Alguns especialistas falam em setorização da carga tributária, diferenciando alíquotas por setor, como mineração, construção civil, automobilístico e prestação de serviço por exemplo. É urgente pensar uma forma de ajuste tributário, muitas leis que envolvem essa pauta são de meados do século passado e de lá para cá as coisas mudaram muito. Existem produtos que não existiam naquela época e necessitam de amparo, assim como as indústrias tradicionais, que também passaram por inovações, precisam de revisões pontuais em seus tributos.




