A inadimplência no País e a falta de capacidade de resolvê-la

Outra forma de se precaver é fazer o orçamento, colocando tudo na ponta do lápis e acompanhar de perto todos os gastos do mês. Assim, será possível alocar melhor os recursos e evitar desperdícios.

Mais de 61 milhões de consumidores estão inadimplentes no País, de acordo com dados do Serasa. Esse número é o maior já presenciado em território nacional, com uma média de R$ 4.426,00 por pessoa. Esse resultado foi alcançado ao longo de muitos anos e o que mais contribuiu foi a recente recessão que está sendo vivenciada. O número de junho deste ano é um banho de água fria na economia que, aos poucos, tenta se levantar. Esperava-se que com a inflação controlada e taxa de juros em queda, abriria espaço para novos empréstimos, consumo, produção e geração de empregos, porém, o endividamento atrasa qualquer retomada possível, pois o que sobra no orçamento familiar vai para pagar o que foi consumido no passado. Uma situação em especial incomoda um pouco mais dessa vez: a inadimplência dos idosos. Se trata de uma tragédia, devido a categoria ser a mais segura em termos de inadimplência e endividamento, com recebimentos constantes, sendo assim, pode ser que os idosos estejam sustentando pessoas economicamente ativas, que no momento estão sem renda. Tal cenário desfavorece o empréstimo por parte dos bancos, que não sentem segurança em reduzir suas taxas de juros, indo na contramão do governo, que tenta estimular, conscientemente, o uso do crédito. Uma saída para situações mais complicadas, seria o refinanciamento de dívidas a custos mais baratos, porém depende da boa vontade de muitos, porque é melhor receber menos — e receber! — do que não receber. Nos debates dos presidenciáveis não se fala muito sobre o assunto, e quando se fala é de maneira rasa, em que se percebe impactar nos interesses de muita gente. Por enquanto, o que resta é apertar os cintos e não cair em armadilhas de compras por impulso ou a utilização do limite do cartão. Outra forma de se precaver é fazer o orçamento, colocando tudo na ponta do lápis e acompanhar de perto todos os gastos do mês. Assim, será possível alocar melhor os recursos e evitar desperdícios. Caso haja possibilidade de renegociar, não pense duas vezes e evite sujar seu nome, pois com uma retomada da economia, você irá perder bons negócios estando na lista de devedores

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