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Conviver com a incerteza ficou mais comum nos dias atuais. Na época de nossos avós, tudo era mais previsível e podia-se planejar com maior antecedência. E é justamente essa incerteza que vivenciamos que vem causando lentidão do processo de recuperação, já que indicadores econômicos retratam a melhora da economia. É notória a falta de capacidade do cidadão comum em lidar com incertezas, ou prever acontecimentos, basta olhar a quantidade de pessoas que dirigem embriagados, certamente nada entendem de probabilidade, pois com o mínimo de conhecimento não fariam tal loucura. Em se tratando de economia, a situação fica mais complicada quando estamos em períodos de recessão. Nesse caso, o empresário que está com incerteza reduz investimentos, contratações e consumo. A cautela predomina as ações do indivíduo, que age com precaução nas suas decisões financeiras. Em momentos de prosperidade, as projeções ficam mais otimistas e encorajam os investidores, que se sentem mais confortáveis em relação ao futuro, diferentemente na crise, em que diversas modificações são feitas na tentativa de achar culpados para o resultado ruim. Além dos fatores psicológicos que afetam a mente dos empresários, soma-se a divulgação exacerbada de palavras como crise, incerteza, desequilíbrio nas rodas de conversa e nos noticiários. É como contar uma história de terror, o medo vai aumentando em cada episódio lido. O mundo inteiro sofreu em 2008 com a bolha norte-americana e no Brasil vivenciamos uma política econômica catastrófica iniciada em 2014 pelo crédito sem lastro, o que levou a uma alta inadimplência, que perdura, mantendo a dificuldade de se emprestar dinheiro, mesmo com a inflação controlada. Todos esses acontecimentos foram desencadeados por uma série de fatores que, quando aliados à incerteza do fluxo de caixa de amanhã, provoca crises pontuais com fortes apelos políticos por mudança. Hoje, a incerteza é o principal fator de atraso para a retomada econômica. É preciso acabar com o medo do empresário e investidor que, com toda razão, vem cauteloso mesmo diante de um ciclo de queda inflacionária e juros baixos. Sendo assim, a principal responsabilidade de um próximo governo é a redução da incerteza. Em outras palavras, elevar a confiança, pois está mais que evidente que a cautela dos investidores vem travando a retomada. Esse é o indicador mais difícil de medir, muitas vezes é sentido em conversas nas ruas, nos balcões, nas praças, mas é uma informação muito importante que faz o consumidor comprar ou não determinado bem ou serviço.





