A liberação de capital estrangeiro para companhias aéreas e a região Sudoeste

São dezenas de pessoas que se deslocam diariamente de Francisco Beltrão, Pato Branco e demais cidades do Sudoeste com destinos diversos, como a capital do Estado, cidades polos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Na última quinta feira o governo permitiu, por meio de medida provisória, a injeção de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. Até então o limite permitido aos estrangeiros era de apenas 20%, ou seja, o capital das empresas deveria ser 80% brasileiro, consequentemente, seu controle. Mesmo que seja provisório e dependa de confirmação do Congresso, a medida teve consulta ao futuro ministro da economia, Paulo Guedes. E o fato acontece logo após o pedido de recuperação judicial da Avianca, que pode perder suas aeronaves para credores. Para o viés liberal, que pretende ser adotado no próximo governo, já é uma vitória que possibilita interferências na gestão de empresas e cobrança por resultados, que no final das contas pode favorecer os usuários. Contudo, muita coisa precisa ser feita. Hoje o Brasil tem uma das tarifas mais caras do mundo e as quatro empresas existentes formam um oligopólio, que acontece justamente pela proibição da operação de empresas estrangeiras. Sendo assim, a melhoria nos preços e serviços acontecerá apenas com a livre concorrência, por meio da liberação de empresas internacionais que operam no País. Além disso, o Brasil é um País enorme, o que exige essa abertura. Vejamos o exemplo da região Sudoeste, que tem apenas a operação da Azul confirmada em Pato Branco, mas será que com mais companhias aéreas atuando no mercado, alguma delas não daria maior atenção a este mercado? São dezenas de pessoas que se deslocam diariamente de Francisco Beltrão, Pato Branco e demais cidades do sudoeste com destinos diversos, como a capital do Estado, cidades polos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Um mercado interessantíssimo, que se atendido por uma empresa especializada pode gerar bons lucros, além de facilitar a vida de muita gente. Voltando ao cenário nacional, muita coisa melhorou da década de 1990 até hoje, pois viajar de avião era possível apenas para classe alta, mas é preciso entender que foi a desburocratização, por parte do governo, que permitiu essa evolução. É preciso ainda mais, haja visto que na Europa a operação é permitida em qualquer membro da União Europeia. Portanto, é necessário a liberação cada vez maior do mercado aéreo brasileiro. O primeiro passo foi dado, em relação ao capital estrangeiro, mas ainda é preciso ampliar a concorrência, para obtenção de preços mais baixos, serviços melhores e maior abrangência de atendimento.

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