Tais situações já existiam, e iriam continuar a existir, contudo agora estão legalizadas, diminuindo o risco tanto do empregador, quanto do trabalhado
No último sábado, 11, entrou em vigor a novas regras da reforma trabalhista. Dentre várias questões importantes que estão sendo discutidas, uma me chamou a atenção, a de um amigo que trabalha como o chamado free lancer. Até então, quando ele era chamado para um trabalho de alguns dias ou até mesmo por meio período do seu serviço, ao final recebia apenas o valor acordado, não recebia nenhum tipo de direito, como 13º ou férias. Após o dia 11 de novembro essa espécie de trabalho está regulamentada! Ou seja, quem o contratar poderá fazer sem medo, pois não será informal, ou correrá riscos de processos de algo não legalizado. Vejo nos finais de semana o movimento de restaurantes aumentando e com isso a necessidade de garçons. O pagamento desse trabalhador era feito informalmente, por dia. Agora o proprietário poderá assinar carteira, ou contrato, e lhe pagar os devidos direitos, sem amarras. Perceba que tais situações já existiam, e iriam continuar a existir, contudo agora estão legalizadas, diminuindo o risco tanto do empregador, quanto do trabalhador, ou seja, as garantias aumentaram. Pessoas que trabalham 12 horas, intercalando com 36 horas de descanso, também estão protegidas pela nova lei trabalhista. O conhecido Home Office também aparece no texto da nova lei. A lei não altera direitos assegurados pela Constituição, como FGTS, o 13º, licenças maternidade e férias remuneradas. Por falar em férias, melhorou muito, pois podem ser repartidas em três períodos, facilitando a vida de milhões de trabalhadores que necessitam visitar familiares distantes em nosso País de dimensões continentais. Agora a realidade: essa reforma está entrando em vigor ultrapassada. Para quem acha que todas essas medidas são modernas está enganado. Com as novas gerações que estão por vir, totalmente tecnológicas e informadas, algumas medidas parecem jurássicas. Carros andando sozinhos, robotização de tarefas, impressoras 4D, hotéis comunitários, transporte privado urbano, entre outros são apenas algumas invenções que já existem e estão mudando a forma de ver o trabalho. Além do mais, as novas gerações estão à procura de significado em seus trabalhos. Muitas pessoas estão insatisfeitas com seu trabalho atual não porque não ganham bem ou não possuem diversos benefícios – como 14º salário, entre outros -, mas sim pela falta de propósito. O aumento da autonomia e flexibilidade é uma exigência da nova geração que se depara com empresas que não compreendem seus anseios não por culpa delas próprias, mas de um sistema que as exige serem engessadas para se manter no mercado. Além de se preocupar com as vendas, muitas empresas se preocupam em não levar processos, vejam o absurdo. É necessário que os departamentos de RH estudem a fundo tais questões. Reforma trabalhista, já é passado, apesar de vigorar apenas nesse sábado, está ultrapassada.






