Alta dos juros e inflação: como isso afeta meu orçamento

É preciso ficar atento aos gastos diários. Se você fuma, toma aquela cerveja no final do dia ou aquele cafezinho no meio da tarde, vale a pena buscar opções mais baratas e até mesmo diminuir esse tipo de despesa.

Na última quarta-feira, o Banco Central subiu a taxa básica de juros, a Selic, para 4,25%, já é a terceira alta seguida e o patamar mais alto desde fevereiro do ano passado. O movimento está ligado à alta da inflação, que acumula 8,06% em 12 meses.

Como o IPCA é um indicador que abrange vários setores, é fácil perceber que, em alguns produtos a inflação foi bem maior do que o índice, basta uma ida ao supermercado e observar os preços subindo diariamente. Assim, o remédio para inflação, que vem pesando no bolso dos brasileiros, é o aumento da taxa de juros com a finalidade de encarecer o crédito e diminuir a facilidade da obtenção de empréstimos, que em última análise aquecem a economia e ajudam no aumento de preços.

Certamente essa não é a única saída, mas é a principal, que faz parte de um pacote de medidas para equilibrar a economia. Dentre os fatores que fazem os preços subirem está a alta do dólar, que mesmo após um pequeno recuo dos últimos meses ainda encontra-se em patamares elevados, ou seja, acima de R$ 4, o que encarece produtos cotados nessa moeda, como alguns alimentos e combustíveis. Ademais, a instabilidade nas indústrias, causada pela pandemia, atrapalhou a programação de estoques, o que faz com que as empresas tenham que repor de forma mais rápida e a custos mais altos.

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Se por um lado isso parece ruim, por outro pode atrair investimentos. Com juros mais altos, alguns produtos financeiros de renda fixa começam a ficar interessantes. Se investidores estrangeiros aportarem capital no País, em busca de rentabilidade, isso pode ajudar a reduzir o valor do dólar, já que o investimento estrangeiro é cotado nesta moeda. A alta da Selic, que visa conter a inflação, é benéfica à população com menor poder aquisitivo, que sofre mais com aumento de preços da cesta básica.

Nenhum País quer uma inflação descontrolada para sua população, por isso a busca em conter os preços pode ainda não ter terminado. Espera-se, portanto, novas altas por parte da autoridade monetária do País.

Até que a situação esteja controlada, o que pode demorar mais um pouco, é preciso ficar atento aos gastos diários. Se você fuma, toma aquela cerveja no fim do dia ou aquele cafezinho no meio da tarde, vale a pena buscar opções mais baratas e até mesmo diminuir esse tipo de despesa. Outra coisa importante é evitar desperdícios, principalmente de alimentos. Escolha bem a quantidade de frutas e legumes para não sobrar e acabar indo para lixeira.

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