Como vai a recessão?

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A retomada da economia nacional está sendo anunciada desde os primeiros dias da equipe econômica anunciada por Michel Temer, em maio do ano passado. Os números comprovam melhorias: janeiro de 2016 teve a inflação mais baixa dos últimos 40 anos e a Taxa Selic caiu de 14,25% para 12,25% abrindo espaço para melhores taxas ao consumidor; fala-se hoje em 9% para as próximas reuniões do Copom. Apesar das noticias boas dos últimos meses, nesta semana o IBGE nos lembrou da triste realidade. O PIB de 2016 teve queda de 3,6%, herança maldita dos erros do passado. Essa notícia nos traz o verdadeiro sentimento, de que apesar de todos os esforços o Brasil ainda vive numa recessão. A falta de emprego, endividamento das famílias e a renda defasada do trabalhador são os principais gargalos que fazem a população sentir na pele os problemas econômicos. Assim, a retomada tão esperada pode ser apenas um pequeno fôlego, em que o brasileiro pode sair do sufoco por alguns instantes. Neste cenário, fica difícil prever uma recuperação mais consistente, pois quem tem capital para investir, ainda está receoso. A melhora real virá quando as empresas iniciarem as contratações. Números indicam um leve aquecimento na venda de alimentos em 1%, e a produção industrial teve aumento de 1,6% em comparação a janeiro 2016, e teve aumento do tráfego nas estradas de dezembro a janeiro desse ano. Se continuar esse crescimento, abrirá espaços para contratações. Outro fato que deve melhorar e muito o ânimo da economia é a liberação do FGTS das contas inativas; até o meio do ano são previstos R$ 30 bilhões em saques que trarão dinâmica ao fluxo financeiro, além da supersafra de alimentos. Há motivos animadores para que, em médio prazo, tenhamos uma melhora significativa. Os empecilhos ficam por conta da crise política e os possíveis entraves na reforma trabalhista e previdenciária. Se o governo contribuir com menores tributos, aliviando o empresário, podemos ter surpresas positivas ainda no segundo semestre. A sensação é que o ano de 2017 será bem melhor que 2016, pois o efeito das pequenas mudanças de hoje farão toda diferença no Brasil de amanhã. 

Robson Faria, consultor financeiro de Administração em Francisco Beltrão e coordenador do curso de Administração de Empresas do Cesul.
E-mail: [email protected]

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