Controle seus sentimentos durante as compras

A situação do vinho talvez não tivesse tanto efeito se não estivéssemos empolgados com o ambiente do restaurante, a vontade de saborear a bebida e preocupados em harmonizar com o alimento que será servido.

Imagine a seguinte situação num cardápio de bebidas: garrafas de vinho, em ordem crescente de preços, em que o primeiro custa R$ 25 e o último custa R$ 500.

Entre estes dois extremos, estão os vinhos que o restaurante quer te vender, com valores em média de R$ 100. O fato de você verificar um valor tão alto na tabela, vai fazer você ter um sentimento de que os outros vinhos não são tão caros.

Esse efeito é chamado “ancoragem” e tem a ver com nossas emoções na hora da compra. Mesmo que o vinho que você optou seja muito mais barato em outros estabelecimentos, por exemplo, você estará, naquele momento, comparando-o com o vinho mais caro do cardápio disponível e não com o preço real.

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O efeito âncora não ocorre apenas em vinhos, mas em diversos outros produtos que compramos por aí. Adquirir um produto do meio da tabela, traz a sensação de economia, por isso o autor Daniel Kahneman explica, em seu livro sobre os dois sistemas mentais: Rápido e Devagar.

Para casos como esses, é indicado agir com cautela, ou seja, com sistema dois, o devagar. Quando agimos pelo sistema um, mais rápido, as decisões tendem a não ser analisadas a fundo, e agimos por instinto.

Tais constatações partem do princípio de que não somos tão racionais quanto pensamos e a culpa disso são as nossas emoções, pois elas são mais primitivas e foram necessárias para a evolução, pois protegeu-nos dos perigos por meio dos instintos.

A situação do vinho talvez não tivesse tanto efeito se não estivéssemos empolgados com o ambiente do restaurante, a vontade de saborear a bebida e preocupados em harmonizar com o alimento que será servido.

O ambiente distrai e não pensamos com calma, tão necessária quando estamos decidindo uma compra. Ademias, nosso cérebro sempre procura o menor esforço, ou seja, para entender melhor a situação e pensar qual dos itens é mais adequado teríamos que dispender um esforço, quando o mais fácil é comparar com os preços sugeridos na tabela em nossa frente.

Essa ideia vale também para o supermercado. Você já foi às compras com fome? Se sim, deve ter percebido que comprou mais comida que precisava e, normalmente guloseimas, que caso estivesse saciado, muito provavelmente não teria comprado. Por isso, para evitar essas situações é necessária uma pausa, desviar o foco, e pensar com mais tempo.

A palavra-chave é controlar as emoções, em especial em tempos de crise, em que sintomas como ansiedade agravam os sentimentos. Se você sabe que ir ao mercado com fome aumenta o seu carrinho, uma dica é mudar o horário que você vai e ir saciado.

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