É interessante lembrar que a melhora anunciada já vem agregada pela perspectiva de aprovação de reformas, sendo a principal delas a da Previdência.
Nessa segunda-feira o Banco Central divulgou as expectativas do mercado para inflação e novamente a previsão é de queda, de 4,02% para 3,98% para os próximos 12 meses. Com a inflação em queda contínua, a tendência de corte da taxa básica de juros Selic – que inicia 2018 com previsão de 7%. Além da positividade em relação a esses índices, os economistas preveem um crescimento do Produto Interno Bruto, que agora é de 2,58 para 2018. Contudo esse ano o número que vem sendo divulgado é de 0,73%, correndo risco de ser menor, levando em conta que estão sendo otimistas. É notório que os dados são ruins, porém menos piores que se estivéssemos no caminho de 2015. O reflexo desses dados ainda não atingiu a ponta da linha, ou seja, o consumidor final, e essa é uma das recuperações mais lentas da história. Tudo isso porque o estrago feito lá atrás foi enorme. Os estímulos dados pelo governo, como concessão de crédito, liberação de repasses do BNDES a preço baixo para grandes empresas e a intervenção na taxa de câmbio para forçar a valorização do real frente ao dólar foram alguns equívocos. Essas atitudes, entre outras, reelegeram a presidente, mas bastou a eleição acabar para a verdade vir à tona. As maiores empresas brasileiras perderam valor e foram prejudicadas pela política de preços e inadimplências do crédito ampliado. A Petrobrás teve que diminuir suas operações e prejudicou toda uma cadeia, a corrupção assolou a empresa que não tem data exata para recuperação total. Sendo assim, a recuperação volta regionalizada, alguns Estados se beneficiaram com a safra agrícola do primeiro semestre. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná estão nessa lista. São Paulo e Santa Catarina mantiveram bom desempenho industrial, este último com velocidade surpreendente em relação aos outros Estados da nação. Contudo, é interessante lembrar que a melhora anunciada já vem agregada pela perspectiva de aprovação de reformas, sendo a principal delas a da Previdência. Caso não ocorram e o cenário político em 2018 seja perturbador, teremos a continuidade da recessão.





