Não basta apenas informar que seu produto é seguro, rápido ou confortável, é necessário criar uma história que chame a atenção do consumidor nos sentimentos que ele deverá sentir na trajetória de experimento.
A metodologia Design Thinking tem sido utilizada por diversas empresas de grande porte e agora está invadindo pequenas empresas pelo mundo afora. Recentemente esteve em Francisco Beltrão um especialista na área, o professor Iuri lecionando na pós-graduação de empreendedorismo e inovação do Cesul, praticando a cultura design com os alunos. Esse conjunto de princípios são divididos em empatia com os consumidores, protótipo de produtos e experiências de serviços e tolerância com o erro e se constituem como uma das melhores ferramentas atuais para obtenção de agilidade nos negócios. Focar nas experiencias emocionais gera empatia com os clientes, e as empresas centradas nesse contexto treinam seus funcionários para observar atentamente comportamentos na busca de conclusões sobre as pessoas e suas necessidades. É muito difícil descrever pessoas e mais difícil ainda ligar os sentimentos aos produtos de forma métrica. Assim, não basta apenas informar que seu produto é seguro, rápido ou confortável, é necessário criar uma história que chame a atenção do consumidor nos sentimentos que ele deverá sentir na trajetória de experimento. Também é preciso que toda empresa esteja voltada para a experiencia. O financeiro, por exemplo, dependendo da forma que aborda o consumidor, pode acabar com todo sentimento construído pelo marketing e estratégia da empresa. Se isso acontecer, todo o esforço foi desnecessário. A necessidade de design foi criada pela complexidade das tecnologias surgidas nas últimas décadas para tornar um produto ou serviço mais intuitivo e prazeroso, é o ponto chave do método, ou seja, tem que passar no “teste da vovó”, em que uma pessoa idosa não pode ter dificuldades em utilizar a nova tecnologia. Daí a importância de protótipos e testes. Nas organizações que usam Design Thinking é normal encontrar moldes, desenhos em paredes e experimentos por todo lado. Sendo assim, a participação dos clientes durante a construção da ideia é cada vez mais recomendável. Isso tende a diminuir falhas, mas como se trata de sentimento em primeiro lugar, ela é tolerável, tendo em vista a compreensão de que ajustes do modelo serão quase certo. O principal desafio é o envolvimento de todos na ideia de design. A introdução do pensamento de experiência tende a ser cautelosa, pois, o que é novo causa medo, e algumas pessoas tendem a recusar. Por isso, estimular a participação e tornar a ideia mais clara possível deve ser primordial para criar esse ambiente.




