O início de tudo se deu em 2014, quando o governo tentou combater a recessão aumentando juros e impostos. Os bancos elevaram seus ganhos e a especulação em cima da taxa de juros foi enorme.
A dívida dos brasileiros é antiga, pois grande parte da população possui dívidas há mais de sete anos, de acordo com a Recovery, empresa de recuperação de crédito. Com valor médio de R$ 3.116, muitos ainda possuem mais de uma conta atrasada. O número chega a 60 milhões de inadimplentes, que apesar dos esforços ainda têm dificuldades financeiras, pois o País ficou muito tempo afundado em má gestão na área econômica. Um dos maiores vilões é o cheque especial, que será limitado a partir de 2020, contudo existem inadimplentes no empréstimo consignado, considerada uma das modalidades mais seguras para quem empresta. O início de tudo se deu em 2014, quando o governo tentou combater a recessão aumentando juros e impostos. Os bancos elevaram seus ganhos e a especulação em cima da taxa de juros foi enorme. Com a falta de incentivo à indústria que, além dos impostos altos, se viu com custos operacionais e logísticos aumentados, muitas indústrias fecharam as portas. Estradas ruins, aeroportos desorganizados e burocráticos e falta de ferrovias travaram o escoamento da produção. Cabe lembrar que anos antes o governo liberou o crédito em abundância visando estimular a economia. Foram facilitados créditos agrários, imobiliários, estudantil e até consumo de itens supérfluos, como viagens de lazer. A mudança nesse cenário deve ocorrer quando as contratações aumentarem, hoje qualquer melhora já ajuda, pois depois de tantos anos de queda, a retomada fica muito difícil. A pessoa quando está trabalhando, pode renegociar dívidas, o que é mais complicado para quem não está. É percebido uma predisposição, por parte dos inadimplentes, para renegociação, pois ninguém quer ficar com o nome sujo. Para isso é importante as empresas estarem preparadas, com boas equipes de cobrança, assessoria jurídica e canais de atendimento. Algumas cidades recebem feiras de renegociações, como o Feirão do Serasa: Limpa Nome. Nesses locais há o estímulo a pagamentos com desconto, reparcelamento e abatimento de juros. No curto prazo espera-se que, com pagamentos de alguns benefícios neste final do ano, o número de inadimplentes diminua. Certamente deve haver mudança cultural, pois algumas pessoas ao saberem que obterão estes pagamentos, assumem mais dívidas, comprometendo ainda mais o orçamento. O governo já autorizou o décimo terceiro do Bolsa Família. Além disso, as empresas estão realizando seus pagamentos, distribuição de lucros, bônus entre outras ações que injetam recursos na economia.





