Os países da América Latina são exemplos dessa estratégia, o que deu certo por algumas décadas, mas exemplos de má gestão e até mesmo corrupção encadearam uma sequência de eventos que aumentaram o endividamento, incluindo o aumento da taxa de juros.
São diversas as formas de um país se endividar, o mais comumente são os empréstimos adquiridos com a finalidade financiar o desenvolvimento econômico pelas atividades industriais.
Há também um processo histórico de descolonização, que postergou o crescimento da maioria dos países subdesenvolvidos, uma vez que suas economias, dependentes das antigas colônias, se baseiam em produtos primários, ou seja, com baixo valor agregado.
Por outro lado, as importações são de produtos com grande valor agregado, causando uma desigualdade nessa troca, originando um déficit na balança comercial. Na ânsia por diminuir essa diferença alguns países deram um passo maior que a perna, emprestando recursos para melhoria de sua infraestrutura visando atrair investimentos.
Os países da América Latina são exemplos dessa estratégia, o que deu certo por algumas décadas, mas exemplos de má gestão e até mesmo corrupção encadearam uma sequência de eventos que aumentaram o endividamento, incluindo o aumento da taxa de juros.
Mesmo assim, por meio de esforços, via surgimento de blocos comerciais como Nafta e Mercosul, os termos de negociação se tornaram mais favoráveis.
Notavelmente, quando o valor emprestado é bem aplicado, o retorno é adequado, possibilitando dessa forma o pagamento da dívida, por isso é que nos tempos de bonança os governos devem se esforçar para gastar menos, ou seja, fazer superavit.
Acontece que, no tempo de vacas gordas, os gastos se intensificam devido a um pensamento de que a bonança vai durar para sempre, ou pelo pensamento eleitoreiro que, de quatro em quatro anos, transfere a responsabilidade ao sucessor, que normalmente é opositor partidário.
Atualmente, com esforços e inovação de empreendedores nacionais, os países em desenvolvimento estão conseguindo igualar a balança em alguns setores, mas a pandemia trouxe novamente o pesadelo da dívida externa.
Os gastos emergenciais foram muito elevados e a dívida pode ultrapassar 100% do PIB nos próximos anos, haja visto que os custos da pandemia ainda não terminaram, já que o programa de vacinação ainda vai exigir investimentos.
Tudo isso pode aumentar as possibilidades de calote, e, em seguida, sanções econômicas. O que acontece em última instância é que o povo paga a conta, seja com tributações mais altas e novos impostos, ou com serviços públicos precários devido a falta de recursos em longo prazo.
Esse efeito é geral na América Latina e demais países em desenvolvimento de outros continentes, como a África e a Ásia; contudo, no Brasil, a situação parece pior, pois para vencer a guerra política partidária vale tudo, inclusive ver o País sucumbir economicamente.





