Donald Trump e seus primeiros impactos

Donald Trump

A última semana foi realmente agitada. Donald Trump assumiu a casa branca sob clamores de uns e protestos de outros, seu lema é ‘MakeAmericaGreatAgain’ traduzindo para o português: ‘Tornar a América Grande Novamente’. O novo presidente é patriota e promete defender os interesses dos EUA a qualquer custo. Seu discurso tem agitado os mercados mundiais, tanto que o presidente chinês chegou a defender a globalização e o livre comércio em Davos, cena inimaginável alguns anos atrás, em que a China era representante do socialismo e fechamento de mercado e os EUA figuravam como grande defensor da internacionalização do comércio.
Tudo parece estar virado de cabeça para baixo, mas o que os chineses fazem no mercado global é, de certa forma, prejudicial. O exagero na fala de Trump coloca desconfiança nos agentes econômicos globais, mas o combate aos produtos chineses lhe dá razão no momento em que os mesmos são oriundos de trabalho análogo ao escravo. Na China as leis trabalhistas não são evoluídas, o salário é muito baixo e a manipulação de sua moeda faz com que a competição seja injusta. 
O próprio Brasil sofre esse dilema. Várias fábricas já fecharam as portas por não conseguirem competir com os preços chineses. Algumas empresas enviam a peça semimanufaturada para acabamento chinês. Países como o nosso, onde as leis trabalhistas funcionam mesmo com deficiências, mas funcionam, perdem de lavada para países em que a lei é mais frouxa, o custo do funcionário para nosso empresário é elevadíssimo, sem contar os tributos.
O que Donald Trump defende é uma competição mais justa e talvez até pró-americana, mas cada um defende o seu lado e os EUA, se não tomarem essas medidas, correm o risco de abandonarem o patamar de maior nação do mundo. Sabe-se que, tentando, pelo menos diminuirá o impacto chinês nas economias de outros países. A guerra está aí para quem quiser ver.
De qualquer forma, o presidente norte-americano já colocou em revisão acordos comerciais com blocos econômicos – há quem diga que o Brasil pode ser inclusive beneficiado com os planos da casa branca. O fortalecimento da economia norte-americana é o fortalecimento da economia brasileira, afinal de contas, é o segundo maior parceiro, atrás justamente da China, que mais parece exploradora, dando uma surra em quem já está de joelhos. 
No noticiário nacional, a morte do relator da Lava Jato, Teori Zavascki, traz mais desconfiança ao mercado. O rumo da Lava Jato está em jogo e, na melhor das hipóteses, até a nomeação de um novo ministro haverá atraso nas investigações. Esta semana ocorrerão os desdobramentos desses acontecimentos, espera-se que não haja eventos inesperados e o investidor agora age com cautela, o que também diminuiu o ritmo do mercado financeiro.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques