A inflação saiu de 10,75% para 2,5% desde o impeachment. Taxa de juros caiu de 14,25% para 8,25%.
A elite planejou a saída de um líder popular que chegou ao poder depois de meio século de exploração e dominância. Essa é a narrativa dos esquerdistas que acham que foi esse líder, ou seus comparsas, que possibilitou o povo andar de avião e ter acesso a moradia e lazeres que outrora não tinham. Na narrativa envolvem o FBI, CIA, conspirações de toda ordem, mas se esquecem da verdade: uma quadrilha disfarçada que conquistou o poder pelo estelionato eleitoral e que se aliou à chamada “elite”, aumentando os lucros de empreiteiras e arquitetando o maior roubo aos cofres públicos já visto nesse País. Foram 13 anos no poder que geraram inflação alta, derrubaram o Produto Interno Bruto num momento em que o mundo inteiro crescia, adotaram medidas sociais que oneraram as empresas por causa do aumento de impostos, o que, por consequência, as fez fecharem as portas, diminuindo o número de vagas de emprego. Gastaram com Olimpíadas e Copa do Mundo, criando obras faraônicas sem serventia alguma depois desses eventos, e agora têm audácia de colocar a culpa no governo transitório que eles mesmos elegeram. E como se não bastasse se fazem de vítima, alegando que foram traídos, ora, por favor, não sabes com quem andas? Duvido. Quando a economia vai mal, tudo mais vai mal. Fácil mesmo é colher os frutos de condução econômica responsável, como fez o governo 2003-2007, e depois caminhar ladeira abaixo. Utilizar a visão imediatista nesses casos traz a sensação de que quem está no poder agora é responsável pela tempestade ou bonança (se há alguma), sendo que na realidade, quando se trata de economia, o ciclo de causa e efeito é de longo prazo, acima de um ano. Economia deve ser levada a sério. Em números: a inflação saiu de 10,75% para 2,5% desde o impeachment. Taxa de juros caiu de 14,25% para 8,25%. A indústria saiu de uma queda de 10% para um leve aumento de 0,8% e o emprego começou a respirar. Sem falar do Ibovespa, que bateu recorde de altas nesse período. Se o PT tivesse feito isso, seria considerado um fenômeno, algo espetacular. Mas o espanto deles é que bastou tirá-los do governo para as coisas irem bem. Mas nunca ninguém fez tanto na área social. Cabe lembrar que essa pauta já era necessária no País, independentemente de quem assumisse na época, além do mais, a sustentabilidade do ato é mais importante do que ajudas periódicas, pois não ataca o problema em sua raiz. E o futuro? Logicamente, com todo caixa que fizeram, poderão até se eleger e herdarão campo fértil para fazer o que bem entenderem sem responsabilidade nenhuma até o caos novamente. Enquanto as coisas desandam, colocam a culpa na crise mundial, nos vizinhos que não pagam ou boicotam nossa produção e mais um monte de desculpa que são engolidas a seco e vão durando mais um pouco, porque colocar a culpa nos outros é uma especialidade desse pessoal.






