Dados do Banco Central Europeu mostram que o nível de poupança aumentou, ou seja, as pessoas guardaram mais, em média 25% mais do que antes.
A pandemia trouxe mudanças nos hábitos financeiros da população, em especial ao ato de poupar e na forma de pagar suas despesas. A questão que fica é: se os hábitos adquiridos por força da pandemia perdurarão para o período pós-pandêmico?
Dados do Banco Central Europeu mostram que o nível de poupança aumentou, ou seja, as pessoas guardaram mais, em média 25% mais do que antes. Contudo, após as primeiras reduções das restrições, o gasto aumentou e as pessoas economizaram menos. Alguns fatores podem explicar o aumento da poupança, entre eles o temor de um futuro incerto. Não saber o que vai acontecer amanhã, se a renda vai diminuir, leva as pessoas a guardarem uma parte maior de suas rendas. Algumas pessoas viram seus amigos, familiares e vizinhos gastando com saúde.
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Os gastos com medicamentos, tratamentos e até mesmo com mudanças alimentares, trouxeram um sentimento de precaução. Assim, muitos aumentaram o nível de poupança tentando se precaver. Aqueles que tiveram que usar esse valor para suprir as necessidades durante a pandemia, buscam recuperar o valor gasto, pensando em aumentar a parcela a poupar, com receio que tudo aconteça de novo.
Outros, que guardaram e não tiveram necessidade de gastar, agora estão mais tranquilos e podem realizar investimentos mais arriscados. Um fator distinto deste, foi o fato de que as pessoas não viajaram, não foram a restaurantes e não tiveram gastos com lazer. Em outras palavras, o “fique em casa” possibilitou uma economia, que gerou aumento no nível de poupança. Junte-se a isso, o fato de não consumir tanto combustível, roupas, maquiagens e demais acessórios para dar aquele passeio nos fins de semana.
Talvez esse fato explique a diminuição da poupança ocorrida logo após a diminuição das restrições. Tanto cenário incerto, que estimulou uma atitude mais precavida, quanto a poupança involuntária, que se deu pelo lockdown, foram responsáveis pelo aumento da poupança. Certamente, alguma coisa servirá de exemplo e permanecerá entre os hábitos financeiros, mas nem tudo será aproveitado.
O consumo tende a aumentar consideravelmente, uma vez que as pessoas estão ávidas por rotinas antigas como passeios, jantares, viagens e festas. Outras coisas foram interrompidas temporariamente, mas por força de contrato devem se concretizar o quanto antes se permitir. Este é o caso de celebrações, eventos e espetáculos que foram adiados. Um exemplo prático foram as Olimpíadas, do Japão, muitos eventos como este, em menor escala, regionais ou estaduais, devem acontecer nos próximos meses.







