Economia
Na semana passada, mais precisamente no dia 3 de abril, o governo modificou as regras do rotativo do cartão de crédito. Mas afinal de contas, o que isso afeta no seu bolso? Primeiramente é preciso entender o que é o crédito rotativo. Essa modalidade é contratada automaticamente pelo seu banco quando você não paga a fatura do seu cartão de crédito. E por que isso é um problema? Porque os juros chegam a 450% ao ano e é o grande vilão dos empréstimos. Com a nova regra, após 30 dias de atraso, o banco deverá migrar o cliente para uma linha de crédito com taxas de juros mais baixas. Assim, o cliente permanecerá no rotativo apenas um mês, que permanecem com juros médios de 15%, após esse prazo o crédito será parcelado e deverá ser em torno de 8% ao mês, quase a metade do anteriormente cobrado. Assim, a medida alivia a vida daquelas pessoas que estão enroladas com dividas altíssimas, das quais que levam as pessoas ao impedimento de crédito, por órgãos como SPC e Serasa. Quando você não podia pagar a fatura do cartão, o banco lhe dava a opção de pagamento mínimo. Imagine uma fatura de R$ 500 e que você possa pagar apenas R$ 90, o restante, R$ 410, entraria no rotativo, sujeito aos juros e encargos super altos. Com a nova regra o banco deverá oferecer opções de parcelamento com juros mais baixos. Dessa forma, o risco de se perder nas contas é menor, pois você saberá exatamente os prazos e juros cobrados do valor em atraso. Apesar disso, é bom lembrar que esse tipo de empréstimo deve ser utilizado para emergências e não em compras do seu dia-a-dia. Usar o cartão de crédito para compras que deveriam ser feitas com o rendimento do mês é um grande erro. Para evitar que isso aconteça a melhor estratégia é o planejamento, tentar pagar à vista tudo que possível e deixar o uso do cartão para emergências ou compras de alto valor. Sendo assim, procure fazer uma reserva para emergências e programe as compras de altos valores, e caso precise usar o cartão de crédito, ao menos as condições estarão mais favoráveis a partir de agora. É uma notícia boa para população, que pagará juros menores, e para os bancos, que sofrerão menos com o calote dos devedores.





