impostos
A semana passada foi carregada de acontecimentos e, na grande maioria, negativos. O principal fato é em relação à operação da Polícia Federal denominada Carne Fraca, que investiga adulteração nos alimentos nos principais frigoríficos do País. Outra notícia ruim, mas que não esteve tão comentada, principalmente nas redes sociais e aplicativos de bate papo, foi o comunicado do ministro da Fazenda sobre a necessidade de aumento de impostos. Henrique Meirelles anunciou uma falta de R$ 58,2 bilhões para fechar as contas do governo este ano e disse que existe “uma grande possibilidade” de os impostos aumentarem. A verdade é que a carga tributária brasileira já é muito alta, e mesmo com discurso amenizador, reconhecendo a situação drástica dos empresários e falando sobre responsabilidades do Estado, a medida é justamente o que a classe empresarial quer evitar, vontade manifestada por carta do Planalto por meio de representantes. Para administrar o conflito, Meirelles tenta receber contas atrasadas e decorrentes de processos judiciais antes de fazer o anúncio oficial do que será realmente feito, porém, de antemão se pode adiantar o aumento das alíquotas de impostos federais, e não se descarta a volta da CPMF. O motivo principal do rombo é o desaquecimento da economia. Menor consumo, menor produção, menor arrecadação de impostos. Assim, a perspectiva de crescimento do PIB de 1,6% caiu para 0,5% para 2017. Conclusão: as contas não fecham de novo. Enquanto isso, o governo perde força na aprovação de reformas necessárias para estancar a saída de dinheiro. A reforma da Previdência já demonstra sinais de fraqueza, pontos de dúvida e desconfiança da população. Já em relação à reforma trabalhista a situação é mais favorável. Já foi aprovada no Congresso e terá um impacto na geração de empregos, apesar das alegações de renda mais baixa desses trabalhadores. Enquanto se fala em carne fraca, nós amargamos o prejuízo na indústria, nos pastos e no transporte de cargas, e os bastidores continuam a todo vapor. Caso se concretize, o aumento dos tributos será prejudicial para a fragilizada economia, que aos poucos mostra sinais de melhora, mas de tempos em tempos recebe outra “paulada” da incompetência de alguns.




