aumento de impostos
Seja o que for que observemos em nosso cotidiano, tem imposto. Desde a roupa que você veste, o computador que usa, até o alimento que ingere, eles estão presentes.
Na semana passada presenciamos o aumento do imposto sobre combustíveis, o Pis/Cofins, que elevou o preço nas bombas em mais de 0,40 centavos em alguns casos, tornando a gasolina brasileira uma das mais caras do mundo.
Mas não é só o combustível que tem um valor alto por causa da alta tributação. Existem absurdos que atingem o bolso do cidadão e prejudicam seu bem-estar, como é o caso dos remédios, que têm seu valor aumentado em mais de 30% só por causa de impostos.
O brasileiro trabalha os cinco primeiros meses do ano para pagar taxas e, por isso, é um dos países com maior carga tributária do mundo, porém com a menor relação de benefício para sua população.
Mas por que os impostos são tão altos no Brasil? A principal causa é um Estado inchado, com despesas de grande monta em todos os sentidos. E o pior de tudo é que a parcela para educação e saúde está entre as menores no bolo, ou seja, serviços de necessidades básicas para as pessoas não têm destinação adequada quando em comparação com outros gastos. O governo opta por aumentar impostos por alguns motivos básicos. O primeiro é que é o mais fácil, dinheiro que entra direto nos cofres públicos. A outra forma seria cortar gastos, mas essa é mais difícil, demanda estudo, trabalho, o que não é muito que o governo gosta de fazer. Logicamente que cortar gastos não é, de imediato, a melhor opção. Os efeitos seriam prejudiciais para muitos setores. O funcionalismo público, caso fosse reduzido, prejudicaria empresas que dependem da venda para essas pessoas. Corte nos gastos públicos afetariam empresas que só sobrevivem porque vendem para o governo, como empreiteiras e terceirizadas. Outra situação complicada seria de setores que recebem subsídios que teriam que se virar sozinhos.
Veja que em primeiro momento o fluxo de capital tornaria difícil a vida de muita gente, mas em longo prazo essas empresas (e pessoas), que precisam da muleta do governo para sobreviver, teriam que se tornar mais eficientes, mais produtivas e econômicas e atender o que o consumidor realmente deseja, caso contrário não há venda.
Logo, a redução nos gastos do governo seria a melhor saída, mas esse caminho é o mais difícil e doloroso, por isso seguir o caminho mais fácil é a opção do governo.




