É imprescindível vários níveis de liderança normativa, necessárias para empresas e governos.
É característico do ser humano ter um líder. Basta observar as sociedades mundo afora, seja uma tribo indígena até nações gigantescas, todas são governadas, chefiadas ou dirigidas por alguém que detenha o poder, seja ele democrático ou autoritário. A anciã por liderança proporciona resultados positivos, pois entende-se que a pessoa mais preparada assumirá o grupo na busca de melhores decisões. Na história, diversos governantes desempenharam papel fundamental para o êxito de suas comunidades, entre eles Nelson Mandela, Abraham Lincoln e, no Brasil, dom Pedro I e, recentemente, Getúlio Vargas. Por outro lado, alguns líderes causaram desastres, líderes autoritários e ditadores surgiram como salvadores da Pátria e apresentavam discursos persuasivos que atraiam adeptos fervorosos. As promessas de mudanças e grandeza econômica ocorriam em meio a crises e sofrimento de uma população iludida e com anseios de prosperidade. No cinema presenciamos o campeão de bilheteria dos últimos anos: “Vingadores “ultimato”. A história começa enfatizando o desastre causado por Thanos, que decide eliminar metade da população de todas as galáxias (o que já expliquei pelo ponto de vista econômico em textos anteriores nessa mesma coluna). No enredo atual, os vingadores, que sobraram, encontram um meio de voltar ao passado e coletar as joias do infinito, para que então possam, num estalar de dedos, trazer metade da população de volta. Nessa tentativa, Thanos descobre toda a trama e utiliza o mesmo mecanismo de voltar ao passado para impedi-los de alcançar seus objetivos. O protagonismo de toda a ação gira em torno do Homem de Ferro, o Stark, que num primeiro momento não concordou com a ideia, pois mexer no passado pode comprometer o futuro e o presente, que, agora, conta com a presença da sua filha. No entanto, algo mais forte o chamou, e o incomodou verdadeiramente, a ponto de inventar a máquina e auxiliar seus companheiros no resgate das joias, e consequentemente derrotar Thanos. Certamente, o grande líder é o Capitão América, mas a liderança de Stark não é a burocrática, oriunda de meios normativos ou de treinamentos programados.
Sua liderança vem de dentro, como se fosse seu dever conduzir o processo. Ele poderia ter ficado em sua propriedade, à beira de um lago, curtindo sua família, mas o Homem de Ferro não pensou apenas nele, pensou nos outros, no seu legado e até mesmo no que sua filha iria pensar dele. A liderança do América é imprescindível, assim como vários níveis de liderança normativa são necessárias para empresas e governos, mas o tipo de líder que pensa nos outros, ao invés dele próprio ou de seu grupo, está cada vez mais difícil. Por isso lideranças como a do Stark são cada vez mais raras e necessárias.




