O Produto Interno Bruto, com crescimento de 1,1%, foi abaixo do esperado, pois no início do ano a previsão era de 2,5%. Ainda assim, foi a terceira alta consecutiva após dois anos de queda.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no início do mês o Produto Interno Bruto (PIB), com crescimento de 1,1%. O resultado foi abaixo do esperado, pois, no início do ano a previsão era de 2,5%. Ainda assim, foi a terceira alta consecutiva após dois anos de queda, a qual colocou o País em recessão, responsável pela lentidão do desempenho atual. Apesar das reformas que foram aprovadas — destaque-se a Trabalhista e Previdenciária —, a economia brasileira tem encontrado dificuldades para superar a recessão, que atinge toda população, pela falta de emprego e defasagem da renda. Além disso, a briga entre esquerda e direita atrasa o funcionamento de diversas áreas, uma vez que o da esquerda boicota o da direita no que pode, e vice versa. Situação que vem trazendo malefícios em algumas regiões e setores da economia, com especial reflexo na Câmara dos Deputados e os obstáculos para tramitação de projetos. Por essas e outras que um estudo do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), feito pelo economista Marcel Balessiano, mostra que estamos na década perdida, ou seja, desde 2011, o Brasil cresceu 0,7% em média. Isso quer dizer que, para salvar a década, só nesse último ano teríamos que atingir um crescimento de 10%, algo improvável para as condições atuais. A pior década pode acontecer devido aos anos de 2015 e 2016, que tiveram queda no PIB de 3,5% e 3,3% respectivamente. Dessa forma, o brasileiro também perde uma vez que o PIB per capita fica baixo, perdendo apenas para década de 1980 que teve uma combinação de descontrole fiscal, inflação e crise internacional. Para 2020, diversas preocupações revelam um cenário incerto. O coronavírus já deixou a sua marca na economia e a lentidão do Congresso parece que não vai acabar. O vírus vem assolando países do mundo inteiro e o Brasil, por ser um parceiro da China, fica exposto às crises daquele País; já o Congresso muito ajudaria se não atrapalhasse. É um desafio para Paulo Guedes e sua equipe econômica, que necessita percorrer caminhos assertivos na busca de maior crescimento.




