A poupança, que há anos acompanha o brasileiro, porém muito criticada por uma ala de analistas, mostra-se como uma boa alternativa em tempos de crise, momento este que as pessoas buscam segurança e sobrevivência.
Como todos nós sabemos, a caderneta de poupança é muito popular em nosso País, ainda que seu retorno seja baixo, quando comparado aos demais investimentos. As campanhas publicitárias na década de 1990 e início dos anos 2000 ressoam até hoje em nossos ouvidos. A partir de 2012 uma nova regra fez com que a poupança rendesse ainda menos, pois a remuneração deve ser de 70% da taxa Selic e, no cenário atual em que a Selic está em 3%, a poupança rende apenas 2,1% ao ano. Mesmo assim a liquidez, ou seja, a possibilidade de resgate imediato, atrai muitas pessoas, principalmente num momento de crise como vivenciamos agora, pois a poupança possibilita facilidade de acesso ao capital. Isso acontece porque os demais investimentos exigem um tempo de permanência para garantir o retorno (em geral, um ano). Outros investimentos são mais arriscados, podendo levar à perda do capital investido. Assim sendo, a poupança é um dos investimentos mais procurados durante a pandemia, gerando em abril um volume de R$ 215,36 bilhões captados, atingindo a maior captação líquida desde 1995. Certamente o auxílio emergencial foi o grande responsável por esse aumento de captação da poupança, e, apesar das filas nas agências da Caixa Econômica Federal, muitos brasileiros ainda não fizeram o saque do valor recebido. Outra questão a se considerar é o senso de segurança. Muitos gastos que em um cenário de normalidade são feitos, em momentos de pandemia não, criando-se, assim, nas pessoas, uma consciência de reserva, não só de investimento, como também de mantimentos, evitando desperdícios e exageros. Ainda que a poupança seja um investimento com ganho baixíssimo, ela consegue remunerar a inflação nos períodos em que o consumo também é baixo. Ou seja, os preços de alguns produtos ficam estagnados e outros podem até deflacionar, deixando a poupança em condições de ganho real. Nesse caso é preciso cuidado, pois em longo prazo pode causar prejuízo. Por fim, a poupança, que há anos acompanha o brasileiro, porém muito criticada por uma ala de analistas, mostra-se como uma boa alternativa em tempos de crise, momento este que as pessoas buscam segurança e sobrevivência. Certamente existem aqueles que estão aproveitando o momento para especular e assumir riscos, podendo ganhar bastante quando essa crise passar, mas é importante lembrar que nem todos podem fazer isso, e o pouco que têm querem proteger para utilizar o mais rápido possível em caso de emergência.





