Queda da inadimplência e novas oportunidades

Reconhecer o momento do País, do setor e de sua região é um ponto a se considerar. Perceber que os negócios estão melhorando e aproveitar as oportunidades que surgirem pode ser uma forma de acelerar o processo de recuperação.

A inadimplência no Brasil é reflexo de um passado de descontrole, tanto por parte do incentivo exagerado ao crédito, quanto pela falta de informação das pessoas. A boa notícia é que a inadimplência vem caindo. O número de pessoas insolventes caiu pelo segundo mês seguido, novembro e dezembro, encerrando o ano de 2019 com recuo de 0,2% de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Apesar disso, estima-se que 61 milhões de brasileiros possuam dívidas com atraso, e consequentemente com CPF restrito, o que inviabiliza novas compras parceladas. Só para se ter ideia, em 2018 eram 63 milhões de pessoas. Mesmo aqueles que não saíram do cadastro negativo, conseguiram pagar algumas dívidas, melhorando sua situação financeira e, por isso, espera-se que a inadimplência continue diminuindo. O resultado mostra que os jovens conseguiram quitar mais as dívidas, evidenciando um recuo de 21% daqueles que possuem entre 18 a 24 anos. Por outro lado, a inadimplência dos idosos aumentou em 3,7%. Outro resultado interessante é o valor médio das dívidas, R$ 3.257,91, sendo que mais da metade das pessoas possuem dívidas menores que R$ 1.000,00 e a maioria com contas de telefone. As instituições financeiras estão conseguindo um bom trabalho na renegociação de dívidas, pois as dívidas bancárias caíram 1,9%, que são dívidas do cartão de crédito, financiamentos e cheque especial. Eventos pontuais como liberação do FGTS ajudaram as pessoas no pagamento de dívidas atrasadas, além da conscientização do uso do crédito responsável e ações educativas para finanças. É importante lembrar que pessoas endividadas tendem a problemas em outras áreas da vida. Baixa autoestima, desequilíbrios emocionais podem afetar estudos e produtividade no trabalho, ou seja, dívidas podem ser a raiz de problemas maiores. Às vezes é necessário reconhecer outro padrão de vida, mesmo que temporário, e cortar alguns hábitos que consomem parte da renda. Cada pessoa deve avaliar sua situação e ter boa vontade de mudar aquilo que é possível. Nesse processo é importante estabelecer metas, tanto de economia, corte de despesas e sonhos que almeja em longo prazo. Aos poucos as possibilidades irão surgindo para construir um campo fértil que possibilitará a volta aos padrões anteriores e até melhores e, antes disso, obter a confiança, despreocupação e produtividade. Também reconhecer o momento do País, do setor e de sua região é um ponto a se considerar. Perceber que os negócios estão melhorando e aproveitar as oportunidades que surgirem pode ser uma forma de acelerar o processo de recuperação.

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