O otimismo traz confiança e a confiança traz investimentos e produção. Portanto não é hora de entrarmos em bolhas ideológicas e sim de voltarmos esforços para soluções possíveis.
Não temos muitas respostas às dúvidas oriundas da pandemia, porém os países que já passaram pela pior fase presenciam sinais de retorno sem as tantas modificações na rotina dos cidadãos, ao contrário dos que promulgam o “novo normal”, — ou seja uma vida com máscaras e álcool em gel, o tempo todo e em todo lugar! Muitos estavam apostando no cenário do filme de zumbi, talvez por terem jogado e assistido demais esses enredos durante a adolescência e, como se não bastasse a aposta, ficam procurando indícios para não perder, agarrando-se em qualquer notícia ruim para virar para você e dizer: eu avisei. Dizer que algo está dando certo é quase um crime para estas pessoas. Recuperados, isso não existe para eles. O ficar em casa vale, a não ser que seja para protestar, aí pode sair por aí em blocos (des)organizados. Com essa narrativa países vão saindo do confinamento da mesma forma que entraram, à espera de algo contundente, uma explicação científica, embasada em estudos eficazes que direcionem para melhor decisão. Apesar das previsões ruins de alarmistas de plantão, a situação vai melhorar. Um dado divulgado pelo IBGE mostra que a produção industrial subiu 7% em maio, comparado ao mês anterior. Certamente um crescimento insuficiente para reverter as perdas do ano, mas é um sinal de que quando a recuperação vier definitivamente ela virá com muito vigor devido aos estímulos dados pelos governos. Os destaques foram a produção de automóveis e bebidas, contudo, atividades relacionadas à móveis e equipamentos de informática ajudaram no crescimento. Os estímulos do governo podem ter ajudado nestes dados, a produção de automóveis retrata estímulos às grandes empresas; agora é preciso que os estímulos econômicos monetários cheguem aos pequenos negócios, cada vez mais, mesmo após a pandemia. Ainda que os abutres estejam se aproveitando de crises para criticar sem apontar nenhuma solução, o que realmente se espera é um retorno ainda mais forte e com aprendizagens originais de adaptação tecnológica, algo que tanto era buscado pela maioria das empresas. Pelos dados que estão sendo apresentados é possível dizer que essa recuperação está acontecendo, de forma gradual e por setores. O otimismo traz confiança e a confiança traz investimentos e produção. Portanto não é hora de entrarmos em bolhas ideológicas e sim de voltarmos esforços para soluções possíveis.




