colunista
Quando se trata de finanças, muitas vezes o tema é evitado dentro de casa, isso porque está diretamente relacionado a consumo. Abordar alguém que precisa consumir menos, ou que terá que cortar alguma regalia, é sempre um problema. Evitar o diálogo leva muitas pessoas a um endividamento constante, que ao longo de um período ocasiona desastres em outras áreas da vida. Essa triste realidade leva a pessoa procurar ajuda, principalmente de familiares, para conseguir quitar dívidas e sair do buraco que se encontra. Uma razão para estarmos endividados é a cultura consumista e imediatista adotada pela maior parte da população. Comerciais em diversos meios de comunicação influenciam o hábito de consumo somado ao costume brasileiro de deixar para última hora e acabar pagando mais caro. Existem basicamente três tipos de pessoas quando se trata de finanças: as que gastam tudo que ganham, as que gastam o que ganham mais o crédito que lhe é dada, e, por fim, a minoria, que consegue poupar algo do que ganha. Cada uma dessas pessoas está influenciada por experiências e locais de convivência e aprendizagem. É tendência natural seguir os que os pais fazem em casa ou como as pessoas com quem nos relacionamos na sociedade agem. É importante refletir que tipo de pessoa é você. Pense nos seus últimos gastos e o por que você os fez? Como sempre lidou com sua renda? O que você mais dá valor: segurança, status, prazer? Depois de refletir sobre isso, procure entender quem, ao seu redor, faz as mesmas coisas e acaba influenciado seus hábitos. O fato de descobrir esses pequenos detalhes já é um grande passo, e após isso é preciso buscar aprender sobre a melhor forma de conduzir suas finanças, muitas vezes abrindo mão de algumas coisas. Como qualquer hábito, ou vício, é sempre difícil mudar, então comece aos poucos. A paciência é a primeira virtude, no começo, para manter o foco e conseguir melhorar. Também é necessário disciplina e seguir exatamente o que foi estabelecido em seus aprendizados. Se a cultura consumista está muito enraizada em você, desligue-se das coisas que lhe atrapalham e mantenha o foco nos objetivos.
Robson Faria, consultor financeiro de administração em Francisco Beltrão e coordenador do curso de Administração de Empresas do Cesul.
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