Ao participar de painéis, Paulo Guedes foi o mais atuante, respondendo questionamentos da plateia e enaltecendo a trajetória do primeiro ano do atual governo. Tudo como vitrine para atrair investimentos e confiança para o País.
Uma das novelas mais longas dos últimos anos, o Brexit, chegou ao fim, e com isso novos episódios que podem beneficiar outros países, o Brasil, por exemplo. Uma das razões para isso é o interesse do Reino Unido em acordos de livre comércio com o Mercosul, ou acordos bilaterais. Em Davos, o ministro Paulo Guedes demostrou otimismo e já começou a articulação com autoridades britânicas. Apesar do acordo com o Mercosul seguir as linhas gerais de acordos como o da União Europeia, os empresários poderão ter mais diálogo e liberdade. Espera-se que o acordo abranja diversas áreas e leve em conta questões ambientais, além de parcerias na área de segurança e turismo. O Reino Unido é a sétima maior economia mundial, em Produto Interno Bruto, e décima paridade do poder de compra. É considerada estável por manter bons níveis de emprego e inflação, apesar de apresentar desigualdade social elevada quando comparado com países do mesmo patamar. Os principais produtos exportados são: bens manufaturados, combustíveis, alimentos processados, produtos químicos e bebidas. Possui dentre as empresas, multinacionais como HSBC Holding e Prudential do setor bancário e seguros, respectivamente. Pelo lado da importação estão máquinas, alimentos e combustíveis. A saída do Reino Unido da União Europeia não significa que as negociações entre os dois sejam interrompidas, pelo contrário, haverá etapas e os acordos deverão acontecer, mantendo muitas negociações normais. Contudo, o Reino Unido não precisa mais se submeter às regras da União Europeia e sofrerá com taxas que antes não existiam por ser membro do bloco. O principal interesse brasileiro é na área de alimentos, bem como no aumento dos investimentos das empresas sediadas no Reino Unido com atuação por aqui. Em Davos, o ministro Paulo Guedes, além das conversas com autoridades britânicas, protagonizou entre os líderes presentes. Houve demonstração de interesse com Canadá, Japão e Coreia do Sul. Sempre incluindo o Mercosul nas intenções de negociação, Guedes não descartou acordos bilaterais. Um dos propósitos é a facilitação da participação de empresas estrangeiras nas licitações, que hoje contempla várias burocracias que tornam difícil a atuação, mas como nada é de graça, estes acordos devem permitir a participação de empresas brasileiras nestes países. Ao participar de painéis, Paulo Guedes foi o mais atuante, respondendo questionamentos da plateia e enaltecendo a trajetória do primeiro ano do atual governo. Tudo como vitrine para atrair investimentos e confiança para o País.




