Aqueles que esperam pouco, quando recebem algo além do normal ficam extremamente felizes, já aqueles acostumados com a abundância, poucas coisas conse
Luiz Marenco começa uma de suas músicas com uma bela estrofe: “Tem coisas que tem seu valor avaliado em quilates, em cifras e fins… e outras não têm o apreço, nem pagam o preço que valem pra mim”. Qualquer um de nós sabe que certas coisas têm seu preço. Contudo, algumas não há dinheiro no mundo que compre. Há muito tempo a ciência tenta descobrir se o que nos traz felicidade está no lado das coisas que têm valor monetário ou se está no lado das coisas que são inestimáveis. E essa mensuração complicada não oferece apenas uma resposta, mas várias. É inegável que a quantidade da renda afeta significativamente a vida das pessoas. Quem ganha pouco pode estar com problemas sérios de honrar com suas dívidas diárias, já existem aqueles que ganham muito e não são felizes. Perceba, então, que a felicidade está no uso do dinheiro. Ter o controle sobre ele, e não dele sobre você. Muitos de nós colocamos expectativas demasiadas em coisas que nem sequer estão concretizadas. O que vem depois? A insatisfação e infelicidade. As pesquisas indicam que tudo vem do contexto. Aqueles que esperam pouco, quando recebem algo além do normal ficam extremamente felizes, já aqueles acostumados com a abundância, poucas coisas conseguem satisfazê-los, tornando a vida entediante. Assim, colocar expectativas demais em algo, pode ser frustrante. Muita gente se preocupa com o futuro e deixa de viver o momento. Conheço muitos que garantiram a vida dos seus bisnetos, e deixaram de viver sua própria vida, mal sabendo eles que, no futuro, os mesmos podem nem querer usufruir daquilo que você deixou e entender que a conquista das coisas traz mais satisfação e consequentemente felicidade. Pense que é importante garantir o futuro, mas pense também que viver alguns momentos é mais importante ainda. A conclusão é que a renda traz felicidade, sim, mas existem outras coisas que são tão importantes ou mais do que ganhar bem, como por exemplo a saúde, física e mental. Lute para ter patrimônio, para conseguir ajudar seus filhos, mas valorize suas experiências diárias e, acima de tudo, utilize a renda para o que te mantém feliz e não para o que te deixa feliz por alguns segundos.




