Situações como imputar a culpa do fumante à empresa que fabricou o cigarro já foram propostas. Empresas de bebidas alcoólicas que se cuidem, pois logo levarão a culpa pela embriaguez do indivíduo.
O perigo de imputar ao Estado todo e qualquer tipo de falha, distúrbio ou perturbação humana é o de eximir o indivíduo de suas responsabilidades. Ultimamente, ninguém é responsável pelos seus erros, um bandido se torna “vítima”, e é defendido em colóquios e debates sobre o assunto.
Cabe ao Estado, ou seja, ao contribuinte, arcar com as consequências dos erros individuais que são coletivizados, seja por meio do pagamento das diversas formas de tentativas correção, como sistema prisional ou recolocação, via sistema educacional, seja sofrendo mazelas que esses indivíduos, soltos, causam às pessoas em geral. Situações como imputar a culpa do fumante à empresa que fabricou o cigarro já foram propostas.
Empresas de bebidas alcoólicas que se cuidem, pois logo levarão a culpa pela embriaguez do indivíduo, como se ele fosse incapaz de tomar suas próprias decisões e ao cometer um delito ou sofrer consequências de seu exagero tenha que procurar um culpado, que não seja ele mesmo. Nos dias de hoje é importante o fabricante informar que não se deve colocar o dedo na hélice ventilador, pois caso o faça pode perdê-lo. É a socialização dos erros, ninguém erra sozinho, ou foi induzido ou não foi informado.
Mas se tais produtos fossem tão ruins, por que são consumidos? É como se alguém tivesse forçado a compra. É preciso lembrar que não querer cuidar da saúde também é uma decisão: o próprio individuo deve ter a liberdade de suas escolhas, o que lhe causa benefícios ou malefícios, desde que sua escolha não interfira na liberdade de outro e que caso isso ocorra sofra consequências.
Não é de se duvidar que logo estarão restringindo açúcar, cafeína e outros produtos que causem certa contrariedade em grupos de pessoas irresponsáveis no seu consumo, tudo em nome da socialização, em que o erro de poucos se torna a responsabilidade de muitos, que terão estes produtos limitados. É preciso responsabilizar mais o indivíduo e parar de inventar modas que atraem eleitores ou seguidores em contas de redes sociais. Liberdade de escolha e pelas consequências dessa escolha.






