Sistema capitalista liberal (1ª parte)

Observe um cidadão comum nos dias de hoje, que vive melhor que uma pessoa considerada rica há cem anos; basta verificar as formas de locomoção, o colchão em que dorme ou o ar-condicionado que utiliza.

No mercado capitalista, o chefe é o cliente, por isso escutamos a frase: “o cliente sempre tem razão”, pois, no final das contas, seu patrão, lá na empresa, depende de um cliente que compre o produto ou serviço. O direito de servir melhor e mais barato é o que orienta inovações e a criatividade, caso contrário estaríamos andando em carroças e os aplicativos de transportes nem sequer existiriam, deixando-nos reféns de tarifas estipuladas em transporte público ou empresas de táxis. Sendo assim, quem está atrelado a velhas formas de fazer as coisas combate as evoluções de forma agressiva, ao considerar como um “mal” as inovações provenientes do capitalismo. O capitalismo foi um mal para aristocratas, que perderam trabalhadores para as indústrias urbanas em busca de melhores ganhos, e, recentemente, para os taxistas, que perderam passageiros em buscas de menores preços. Mas a realidade é que os aristocratas tiveram que equiparar os ganhos de seus trabalhadores, e o transporte ficou acessível para diversas pessoas que não podiam pagar por um táxi, além, é claro, de gerar emprego e renda para inúmeras pessoas que prestam este serviço. Os princípios da economia livre permitem a elevação do padrão médio de vida. Observe um cidadão comum nos dias de hoje, que vive melhor que uma pessoa considerada rica há cem anos; basta verificar as formas de locomoção, o colchão em que dorme ou o ar-condicionado que utiliza, diversas coisas que não existiam naquela época. Quando exercemos controle e retiramos a liberdade, a imprensa, por exemplo, deverá publicar apenas o que convém ao controlador, os livros e filmes vendidos são aqueles escolhidos por quem controla e na escola se ensina o que se considera adequado ao controle da massa. Mas a liberdade de escolha pode ser usada de forma errada por alguns, porque temos a liberdade, inclusive, de sermos tolos e enganados, ao mesmo tempo que possuímos liberdade de buscar informação e conhecimento. Num sistema controlador, corremos o risco de ter apenas a primeira opção disponível. Contudo, a liberdade total não existe. Toda sociedade tem um senso comum do que é certo e o que é errado, e desviar-se das regras mais básicas de harmonia e convivência pode trazer danos. Voltamos ao caso do seu chefe: por mais bem-sucedido que ele seja, quem manda mesmo é o cliente, pois a partir do momento que este deixar de comprar seu produto, seu sucesso vai por água abaixo, bem como todos os trabalhadores a ele subordinados. Diferentemente, em uma empresa pública, o governo não a deixará falir, mantendo a ineficiência às custas dos impostos da população. Foi no sistema livre e capitalista que muitos impérios surgiram e da mesma forma muitos impérios caíram. É dada a chance aos cidadãos de prosperar, não fosse assim, teríamos as mesmas famílias da Idade Média no poder até os dias atuais.

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