privatização
A decisão entre privatizar e não privatizar de tempos em tempos entra no radar de políticos, autoridades e da população como um todo. Antes de entrar a fundo na questão, é bom lembrar que algumas áreas são consideradas essenciais e necessitam do controle do governo, como saúde, segurança, educação, água, coleta de lixo e esgoto. Contudo, vários produtos do nosso dia-a-dia são privatizados: carros, televisores, eletrodomésticos e celulares, são alguns exemplos. A eficácia da privatização é notória quando se observa residências possuindo TVs, carros, computadores (as vezes mais de um) e não possuem tratamento de esgoto. Para aqueles que dizem que a privatização desprotegeria parte da população que não teria acesso nos serviços considerados essências, este exemplo responde a contradição, ou seja, os produtos e serviços privados são de mais fácil acesso do que os governamentais. Isso se dá por causa de vários fatores dentre eles a busca pelo lucro, concorrência e demanda por bens e serviços. Se tiver demanda, deve haver produção, se tem produção, tem concorrência na busca pelo lucro, o que faz o atendimento ser melhor e os produtos também, afinal, se você for inferior, perderá o cliente. O governo não se guia por esses fatores. Os serviços não são guiados pelo lucro e não há incentivo em atender a demanda e, pior, pode ser guiado pela vontade de poucos, ou por meio de acertos políticos, que visam beneficiar àqueles que estão no poder. Neste sentido, quando o governo não está atendendo bem determinado serviço, ele cobra mais impostos para aumentar a arrecadação e justificar o atendimento. Sempre que um serviço estiver precário, a culpa é da falta de recursos. Já numa empresa privada, uma falha é punida com perda de clientes, perda de lucro e até a quebra, sem falar no controle de custos de uma empresa. Guardadas as devidas proporções, pois há gente muito comprometida no setor público, a regra geral na área governamental é que um aumento de demanda de algum serviço gera desânimo dos servidores. No setor privado um aumento de demanda é comemorado, significa mais venda e maiores lucros. No setor público, os consumidores chegam a ser culpados por utilizar demais o serviço. “Lá vem de novo o doente.” Por outro lado, no setor privado os consumidores são disputados acirradamente. E para quem pensa que o serviço público é gratuito, se engana. Os impostos que você paga servem justamente para mantê-los. Então, por que não pagar direto para aquele profissional que você considere mais adequado? Alguns irão dizer que o valor não seria o suficiente. Contudo, se seu chefe pagasse menos impostos, poderia lhe pagar um melhor salário, que, aliado a sua própria economia em impostos, lhe proporcionaria essa escolha. Em resumo, basta observar o acesso aos bens privados e a qualidade dos mesmos e compará-los com o acesso aos serviços públicos.







