O princípio número um diz respeito à ecologia integral, para que as relações humanas, sociais, ambientais, políticas e econômicas não sejam nocivas aos demais seres, alinhado com o princípio número dois, o desenvolvimento integral.
Um chamando para a nova economia, assim é definida a Economia de Francisco e Clara, que, inspirados na história de São Francisco de Assis e Santa Clara, deseja uma mudança nas variadas formas das relações econômicas. A iniciativa parte de um evento organizado para março de 2020, adiado por causa da pandemia e que teve uma versão totalmente on-line entre os dias 19 e 21 de novembro.
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Com diversos eixos temáticos, a Economia de Francisco inclui estudiosos de várias áreas, principalmente a econômica, reuindo jovens que serão os grandes responsáveis das transformações futuras. Entre as pautas estão as energias renováveis, a exemplo da energia solar e eólica, capazes de reduzir as emissões de CO2. Mas não para por aí, os encontros discutem a preocupação com os processos de produção, igualdade de gênero, bem-estar social e cuidados com a natureza, entre outros assuntos que também fazem parte dos aprofundamentos.
Muita gente está envolvida no Brasil, a Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara (ABEFC) reúne jovens empreendedores de todo País para pensar em prol de uma nova economia e construção de uma sociedade mais justa e solidária para o “compromisso no espírito de São Francisco, a fim de tornar a economia de hoje e amanhã justa, sustentável e inclusiva, sem deixar ninguém para trás”.
Através de dez princípios, os membros elucidam a proposta original. O princípio número um diz respeito à ecologia integral, para que as relações humanas, sociais, ambientais, políticas e econômicas não sejam nocivas aos demais seres, alinhado com o princípio dois, o desenvolvimento integral, com a participação dos empobrecidos nos processos de construção das políticas sociais e econômicas. O princípio três trata de alternativas anticapitalistas e o número quatro, dos bens comuns, ou seja, o conjunto de benefícios que são compartilhados por todos os membros (ou a maioria) de uma dada comunidade, mas que muitas vezes são expropriados pelo mercado, afastando muitos que não podem ter acesso ao que lhes é de direito.
Esse princípio está relacionado com o próximo, sobre a interligação das atitudes que levam a crises sistêmicas, mas também a soluções socioambientais em que cada um deve fazer a sua parte para um mundo melhor. Os demais princípios são a potência das periferias vivas, a economia a serviço da vida, as comunidades como saída, a educação integral e a solidariedade e clamor dos povos. Todos estes princípios devem ser entendidos como metas para todas as nações. Como se pode observar, são muitos os temas e que demandam estudantes e pesquisadores que debatam, participem e se integrem destes conhecimentos. Se você quer saber mais e sente o desejo de ajudar, pode acessar o site: www.economiadefranciscoeclara.com.br.





