A consulta pública apontou resultado favorável à mudança.

O Colégio Estadual Cândido Portinari, de Ampere, está entre os que foram selecionados para a implantação do programa de colégio cívico-militar, pela Secretaria de Estado da Educação (Seed). No Paraná, o governo estadual definiu 215 escolas estaduais que irão implantar a iniciativa.
A consulta pública realizada com pais de alunos, professores e demais profissionais que atuam na instituição aprovou a implantação do novo modelo de ensino a partir de 2021.
A diretora do Colégio, professora Bernadete Telles, explicou como foi a consulta pública, que teve a aprovação da maioria da comunidade. “Foi meio de imediato, foi bem tranquilo. Foi na terça e quarta-feira (dias 27 e 28 de outubro). Na quarta-feira a gente já conseguiu o quórum de 50% mais um. Nós tínhamos 484 pessoas pra votar. Quando fechou, já tínhamos 299 votos, isso garantiu que a votação se encerrasse naquele dia”.
Ensino gratuito
Bernadete disse que não haverá mudanças. “Inicialmente, pela resolução não vai mudar nada. Continua sendo escola estadual, ensino gratuito da mesma forma, as matrículas ainda não estão abertas, nem aqui e nem lugar nenhum. À medida que for abrir o período de matrículas, os alunos que estão aqui, continuam aqui. Eles têm o direito de continuar aqui, quem não quiser pode pedir transferência pra outra escola e quem quiser vir pra cá, a partir do momento que abre (o período de) matrícula, abre também uma lista de espera da Seed e esse aluno se coloca na fila de espera e vai acompanhando pelo sistema, de casa mesmo. Não existe lista pra fazer prova. Tudo vai continuar do mesmo jeito que era”, esclareceu.
Para os alunos que vêm da 5ª para a 6ª série, também não haverá mudanças. “O ano passado, por exemplo, foi por georeferenciamento, que é o endereço dos alunos. Este ano decidimos por esta mesma forma. Os alunos, por exemplo, que são lá da Escola José Arnoldo Drech (Bairro Rondinha), eles vão vir pra cá. Esses são encaminhados direto (de lá). E aí têm algumas outras escolas que se dividem conforme o endereço das famílias e as escolas é que vão dividir e mandar pra cá (os alunos)”, explicou, acrescentando que “se algum pai quiser trazer o aluno de outra escola, ele vai entrar naquela lista de espera”.
Sobre as mudanças no ensino, a diretora disse que “as informações são as mesmas que a gente recebeu segunda-feira, que era pra fazer a consulta pública, a gente fez e encaminhou (os resultados), pra Seed. Hoje, chegou o processo de credenciamento. Ainda não temos informação nenhuma de como vai ser o funcionamento da escola, como que é a implantação”.




