Professores da UTFPR explicam motivos da greve
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| Professores Guillermo Caprário, Cláudia Castro Bravo e Jonas Joassir Rattke, da UTFPR de Beltrão, expõem sobre a greve e as reivindicações ao governo. Pág. 11 |
Professores que fazem parte do movimento grevista da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Francisco Beltrão falaram sobre suas reivindicações em visita ao JdeB na tarde de ontem. A paralisação das aulas iniciou na segunda-feira da semana passada e ainda não tem previsão para encerrar. Os campi de Pato Branco e Dois Vizinhos também seguem em greve.
Entre os pontos apresentados pelos docentes estão os três principais: a reestruturação da carreira, promessa do governo federal; o reajuste de acordo com a inflação desde 2008; e a criação de uma data base, o que eles consideram “uma necessidade básica de toda a categoria”.
Para o professor Guillermo Caprário, o movimento está se tornando cada vez mais forte em todo o Brasil. “Está crescendo e isto é histórico. Podemos até usar a frase do (ex-presidente) Lula que ‘nunca antes na história deste país’ tantas universidades aderiram à greve”, analisa.
“Quando eu vim pra cá, não vim por causa do salário, mas porque gostei da cidade. Mas há três anos que não vejo perspectivas, que não é feita a tão falada reestruturação da carreira. Assim fica difícil para um professor se manter porque o mercado de trabalho está pagando mais”, lembra Guillermo.
A professora doutora Cláudia Castro Bravo cita o apoio dos alunos. “Eles ficam indignados quando entendem as nossas necessidades. Isso me deixou muito satisfeita. Como eles foram embora, isso afeta também a economia local. E é importante lembrar que a culpa de tudo isso é do governo.”
O professor Jonas Joassir Rattke está abastecendo um blog com as informações sobre a greve. O endereço é o seguinte: www.greve-utfpr-fb.blogspot.com.br.





