Salas de aula têm somente 30% de ocupação

Cada aula é assistida por uma turma que está na sala e outra que fica em casa.

Carlitos Pinto, diretor do Colégio Vila Militar Vida e Ensino.

No ano passado, salas de 25 alunos tiveram as cadeiras afastadas e a capacidade de cada sala reduziu para 19. Neste ano, houve nova redução. Das cinco filas de cadeiras, são ocupadas somente três e na sala podem ser acomodados apenas 11 alunos.

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Assim o Colégio Vila Militar Vida e Ensino atendeu ao decreto do Governo do Estado, ainda em vigor, e que permite somente 30% de alunos nas aulas presenciais.Esta é uma das medidas. Teve mais, como informa o diretor Carlitos Pinto:
– Na chegada ao colégio, todos passam pela medida da temperatura, aluno que apresentar qualquer sintoma de gripe não entra, e assim acontece também com professores e funcionários;
– O recreio é na sala, o que evita aglomeração de alunos no espaço de recreação;
– Cada aluno leva seu lanche de casa, assim não precisa sair para ir à cantina, como ocorria em tempos normais;
– No fim das aulas, os alunos maiores saem normalmente, mas os pequenos, das séries iniciais do fundamental, que dependem dos pais para levá-los para casa, esperam na sala, assim evita aglomeração de alunos no pátio ou portão do colégio.

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Opção bem democrática
O diretor Carlitos destaca o sistema “bem democrático” que é apresentado aos pais na escolha: quem quer enviar seus filhos para aulas presenciais, envia, quem não quer, pode mantê-los em casa. Essa opção está levando, ainda, mais da metade dos alunos continuarem com aulas somente remotas. Mas permitiu ao Colégio Vila Militar atender ao decreto estadual, de não passar de 30% de alunos em cada sala de aula. Turmas maiores foram divididas e mais professores foram contratados.

“Dividindo as salas, remanejando alunos e contratando mais professores, conseguimos atender todos os alunos matriculados, dentro do que o decreto permite”, resume o diretor.Cada aula é assistida por uma turma que está na sala e outra que fica em casa. A igualdade vem na hora das provas. Ontem à tarde, por exemplo, as salas estavam vazias.

É que as provas são feitas todas em casa. Como os alunos das aulas não vão para a escola nem em dias de provas, seria injusto – comenta o professor Carlitos – permitir que sejam privilegiados nas provas. O aluno que está em casa tem toda a liberdade de pesquisa, assim como pode contar com o auxílio dos pais ou outras pessoas, enquanto que aqueles que estão em sala de aula, não. Assim, condições iguais para todos na hora da prova, todos em casa.

Torcendo pela volta às aulas normais
“Nós, como escola militar, temos que dar o exemplo, por isso ficamos sempre atentos aos decretos, mas torcendo para a volta, o quanto antes as aulas normais, pelo grande prejuízo que as crianças estão sofrendo”, diz o diretor. Ele continua relatando que o aluno da aula remota também recebe conhecimento, mas lhe falta a socialização. “O processo do ensino aprendizagem só acontece com o aluno na escola, porque ele precisa também da interação com os colegas e os professores.”

No ano passado, as carteiras foram distanciadas e em sala de aula para 25 alunos eram colocadas 19. Agora, das cinco filas de carteiras, só três são ocupadas, com 11 alunos.

 

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